Artigos | Lição da Semana

Ganhe o Novo Guia de Estudos – Saúde e Cura

Publicado em 19 March 2010 by Sâmela Carvalho

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Primeiro quero pedir desculpas a vocês que sempre acompanham o programa pelo blog, por algumas questões técnicas essa semana estamos sem o estudo para internet. Na próxima semana colocaremos a lição atrazada “verdade” e o último estudo da temporada “a essência do caráter cristão”. Se quiser acompanhar o estudo escrito, acesse aqui o site da CPB.

Mas vamos lá! Quem quiser ganhar o novo guia de estudo (o novo tema é Saúde e Cura) tem 3 formas!
Em um dos 3 meios abaixo diga como o novo tema Saúde e Cura é importante pra nossa vida.

1. Nos siga no twitter.com/licoesdabiblia e comente @licoesdabiblia

2. Mande um email para lbiblia@novotempo.org.br

3. Faça um comentário aqui no Blog.

Não teremos sorteio, os 2 primeiros a responderem cada meio acima serão contemplados com a Lição da Escola Sabatina 2º Trimestre 2010.
Os resultados serão divulgados aqui no Blog no dia 26/03.

GANHADORES

Adams Roberto Santos
José Waldy de Almeida
Marli Rocha
Cristina Gutiérrez
Eduardo Romero (@tatitow)
Julio Cesar (@rasec_77)

Comentários (37)

Lição 10 – Domínio Próprio

Publicado em 02 March 2010 by Sâmela Carvalho

Lição 10
27 de fevereiro a 6 de março

Domínio próprio

Lição 1012010


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Dt 8–10

 

VERSO PARA MEMORIZAR: “Mas esmurro o meu corpo e o reduzo à escravidão, para que, tendo pregado a outros, não venha eu mesmo a ser desqualificado” (1 Coríntios 9:27).

Leituras para esta semana: Jz 13-16; 1Co 9:24-27; Fp 4:8; Cl 3:1-10; Hb 12:1, 2; 1Jo 2:15, 16

Embora mencionado por Paulo em último lugar em Gálatas 5:22, 23, o “domínio próprio” (às vezes traduzido por temperança) seguramente não é o menor dos frutos do Espírito. Poderia facilmente ser o primeiro, porque desempenha um papel importante no amadurecimento de outros frutos espirituais. Pode-se dizer que o domínio próprio é a cola que mantém juntas todas as outras qualidades. Como outros frutos do Espírito, o domínio próprio é um dom da graça. Tem sido chamado de “graça disciplinada: graça porque é livre, disciplinada porque existe algo para fazermos.

O domínio próprio pode soar negativo, mas é parte integral da graça. Se não nos controlarmos – nossos sentimentos, nosso apetite, nossos impulsos – eles nos controlarão. Assim, ou é o domínio próprio colocado sob a graça e o poder do Espírito Santo ou ele será controlado por alguém ou alguma outra coisa. Em última instância, nós decidimos.


Domingo

Ano Bíblico: Dt 11–13

O paradoxo do domínio próprio (Fp 2:12, 13)

Alguns sinônimos do domínio próprio são autodisciplina, força mental e força de vontade. Esse fruto do Espírito vai muito além de simplesmente refrear os cristãos para não fazerem o que é proibido mas inclui nos habilitar para fazer o que é bom.

1. Contra que três pecados nos previne 1 João 2:15, 16? Como se manifestam em nossa vida se não formos cuidadosos?

2. Filipenses 4:8 menciona quais devem ser os enfoques da vida cristã. Quais são eles, e como podem nos proteger dos perigos mencionados em 1 João 2:15, 16?

Obviamente, existem regras na vida cristã. Existe uma constante luta contra o próprio eu, contra a carne, contra os caminhos do mundo. Paulo descreve esse dilema em Romanos 7:15-18, quando fala sobre a luta entre o que ele sabe que devia fazer e o que era tentado a fazer. Porém, em Romanos 8:1, ele nos dá a resposta: “Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o Espírito” (RC).

Ele está falando de andar no Espírito. Por si mesma, uma vida sem o Espírito é incapaz de desenvolver o fruto do Espírito. Embora tenhamos a disposição, Paulo fala por todos nós quando diz que não temos o poder. A resposta para o dilema de Romanos 7 não é quando podemos vencer, mas como. E o como é encontrado pela fé em Jesus. Quando nos rendemos a Jesus, reivindicamos Sua justiça, e não mais somos condenados. Quando nos rendemos a Ele e decidimos andar no Espírito, escolhemos seguir Sua vontade, reivindicando Suas promessas de vitória. A chave é nos apegarmos às promessas; é daqui que vem o poder. Não podemos fazer isso sozinhos. Temos que fazer a escolha consciente de vencer em Seu nome. A luta é tanto vertical (erguendo-nos em fé) como horizontal (batalhando contra os clamores da carne). Precisamos fazer as duas coisas.


Segunda

Ano Bíblico: Dt 14–17

José e os resultados imediatos da justiça

Traído por sua própria família, vendido como escravo, José tinha motivos muito bons para duvidar do amor e cuidado (e até da existência) do Deus sobre quem ele havia sido ensinado desde a infância. Mas não foi isso que ele fez.

3. Qual foi o segredo da vitória de José? Gn 39:7-20

4. Como José foi “recompensado” pela recusa em se submeter à tentação? Gn 39:20. Ele foi acusado falsamente e lançado na prisão. É isso o que se consegue por ser fiel?

Este é um ponto importante a lembrar. Podemos esperar que nossa determinação de fazer o que é certo, não importando o custo, signifique que tudo dará certo para nós a curto prazo? Que dizer de quem perdeu o emprego, o cônjuge, a família e até a vida porque se recusou a ceder ao pecado? Temos exemplos assim na Bíblia, e talvez você conheça pessoas que passaram por algo semelhante. Ou, talvez, você mesmo tenha passado por isso. No fim, suponha que José tivesse passado o restante da vida apodrecendo na prisão. O que ele fez ainda teria sido certo?

5. Qual é a verdadeira recompensa por vivermos de acordo com a vontade de Deus? Gl 6:8


Terça

Ano Bíblico: Dt 18–20

Sansão e os frutos do fracasso

Em Juízes 13–16, a Bíblia nos dá a história de Sansão. Tanto quanto o tempo permitir, leia essa história, tendo em mente a ideia do domínio próprio e temperança. Neste exemplo de Sansão, existem lições bastante poderosas que podemos aprender. Foi trágico que alguém com tantos dons e tantas promessas fosse desviado tão facilmente.

“Em seu perigo, Sansão tinha a mesma fonte de força que tinha José. Ele podia escolher fazer o que era direito ou o errado como lhe agradasse. Mas, em vez de se apegar à força de Deus, ele permitiu que as paixões selvagens de sua natureza tivessem pleno controle. Os poderes da razão foram pervertidos, a moralidade, corrompida. Deus havia chamado Sansão para uma posição de grande responsabilidade, honra e utilidade; mas ele precisava aprender a governar aprendendo primeiramente a obedecer às leis de Deus. José era um agente moral livre. O bem e o mal estavam diante dele. Ele podia escolher o caminho da pureza, santidade e honra, ou o caminho da imoralidade e degradação. Ele escolheu o certo, e Deus o aprovou. Sansão, sob tentações semelhantes, trazidas sobre si por ele mesmo, deu rédeas soltas à paixão. O caminho em que ele entrou, ele verificou que terminava em vergonha, desastre e morte. Que contraste com a história de José!” (Ellen G. White, The SDA Bible Commentary, v. 2, p. 1007).

6. Considerando o que sabemos sobre Sansão, que importante mensagem e advertência encontramos a seu respeito? Jz 13:24, 25

Apesar de sua grande promessa, Sansão permitiu que suas paixões e lascívia vencessem todo o bem. Quem não sofreu com a realidade desse conflito? O grande conflito não é só um símbolo; descreve a batalha entre Cristo e Satanás que é travada, não apenas como um conflito cósmico nos céus, mas igualmente em todo ser humano. Embora Cristo haja aberto o caminho para todos compartilharem Sua vitória, a batalha pelo nosso coração e nossa carne está sendo travada, realmente, em nosso coração e nossa carne. Certo, Cristo venceu tudo por nós. Mas temos que escolher reivindicar Sua vitória a todo tempo e, pelas escolhas que fazemos, decidir por um lado ou outro no grande conflito.

Você está experimentando a realidade do grande conflito em seu próprio coração e carne? Que escolhas você está fazendo? O que essas escolhas lhe dizem a respeito de qual lado você realmente está?

Quarta

Ano Bíblico: Dt 21–23

A longa corrida de Paulo

“Vocês não sabem que de todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. Todos os que competem nos jogos se submetem a um treinamento rigoroso, para obter uma coroa que logo perece; mas nós o fazemos para ganhar uma coroa que dura para sempre. Sendo assim, não corro como quem corre sem alvo, e não luto como quem esmurra o ar. Mas esmurro o meu corpo e faço dele meu escravo, para que, depois de ter pregado aos outros, eu mesmo não venha a ser reprovado” (1Co 9:24-27, NVI).

Leia cuidadosamente e em oração estas palavras de Paulo aos coríntios. Note quanto ele fala de si mesmo e suas lutas. Devemos achar conforto em ver que até mesmo um cristão fiel como Paulo, um dos verdadeiros gigantes da fé, tinha que lutar contra o eu, o pecado e a carne. Não estamos sozinhos em nossa batalha. O Céu vai estar cheio de pessoas que conheceram os clamores da carne.

A partir dos textos acima, responda às perguntas a seguir:

7. Que analogia (comparação) Paulo usa para nos ajudar a entender a batalha contra o eu e o pecado com que todos nós combatemos? Quais são as diferenças importantes entre a analogia e a realidade a que ele está se referindo?

8. Que confiança tinha Paulo a respeito da corrida em que estava? De onde vinha sua confiança? Por que devemos ter a mesma confiança?

9. Embora Paulo mostrasse confiança, ele também estava ciente da possibilidade do fracasso. Como ele descreveu isso, e qual foi sua solução? Como a resposta de Paulo se enquadra com o tema desta semana?


Quinta

Ano Bíblico: Dt 24–25

Como crescer em domínio próprio

10. Em outra ocasião, Paulo novamente se referiu à analogia da corrida que vimos anteriormente. Quais são alguns dos “pesos” que estão atrasando sua corrida? Hb 12:1

11. Que regras para viver em santidade Paulo nos aconselha a seguir? Cl 3:1-10. Como você pode aplicar essas regras à sua própria vida a fim de conseguir a vitória sobre o pecado que tão facilmente nos embaraça?

Toda habilidade precisa ser praticada. O domínio próprio não vem em um só dia. Vem mediante ganhos e perdas, sucessos e fracassos, conforme tentamos praticá-lo dia após dia. “Combate o bom combate da fé” (1Tm 6:12); “Não que eu o tenha já recebido ou tenha já obtido a perfeição; mas prossigo para conquistar aquilo para o que também fui conquistado por Cristo Jesus” (Fp 3:12).

Não se ponha constantemente você mesmo em lugares em que suas fraquezas sejam testadas, onde suas energias mais difíceis de controlar estejam na linha de tiro da tentação. Devemos evitar até mesmo a aparência do mal (1Ts 5:22). “Revistam-se do Senhor Jesus Cristo, e não fiquem premeditando como satisfazer os desejos da carne” (Rm 13:14, NVI).

Quais são algumas áreas de sua vida em que o domínio próprio é mais deficiente? Por que às vezes é mais fácil obter a “vitória” sobre a sobremesa do que obter vitória sobre um espírito de amargura e ressentimento? Que mudanças você pode fazer para ter mais domínio próprio?

Sexta

Ano Bíblico: Dt 26–28

Estudo adicional

Leia Ellen G. White Patriarcas e Profetas, p. 560-568: “Sansão”.

“A promessa divina a Manoá foi cumprida no tempo devido com o nascimento de um filho, a quem foi dado o nome de Sansão. Crescendo o rapaz, tornou-se evidente que possuía extraordinária força física. Conforme Sansão e seus pais bem sabiam, entretanto, isto não dependia de seus compactos músculos, mas sim de sua condição de nazireu, de que o seu cabelo não cortado era símbolo. Houvesse Sansão obedecido às ordens divinas tão fielmente como fizeram seus pais, e seu destino teria sido mais nobre e mais feliz. Mas a associação com os idólatras o corrompeu. Achando-se a cidade de Zorá próxima do território dos filisteus, Sansão veio a travar relações amistosas com eles. Assim, em sua mocidade surgiram camaradagens cuja influência lhe obscureceu toda a vida. Uma jovem que habitava na cidade filisteia de Timnate conquistou as afeições de Sansão, e ele decidiu fazer dela sua esposa. A seus pais tementes a Deus, que se esforçavam por dissuadi-lo de seu propósito, sua única resposta era: ‘Ela agrada aos meus olhos’ (Jz 14:3). Os pais finalmente cederam aos seus desejos, e realizou-se o casamento” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 562).

Perguntas para consideração

1. Como o domínio próprio pode se tornar um meio de fanatismo? Como podemos evitar o perigo de fazer do domínio próprio uma forma de legalismo?

2. Você conhece alguém que esteja sofrendo por causa dos princípios; isto é, quando foi tentado, ele demonstrou domínio próprio como José, e agora está sofrendo algumas consequências difíceis? Como você pode, como classe ou pessoalmente, ajudar essa pessoa a superar esse tempo difícil?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: A cobiça da carne, a cobiça dos olhos e o orgulho.
Pergunta 2: Verdade, respeito, justiça, pureza, amabilidade, honradez.
Pergunta 3: Ter em mente que vivia na presença de Deus.
Pergunta 4: A recompensa pela fidelidade aos homens e a Deus se recebe mesmo nesta vida e, mais ainda, na futura.
Pergunta 5: A vida eterna.
Pergunta 6: Deus o estava preparando para livrar Israel, mas ele precisava fazer sua parte.
Pergunta 7: Ele compara a vida cristã a uma competição em que todos os que alcançam o fim recebem o prêmio.
Pergunta 8: Receber a coroa da vitória. De Deus.
Pergunta 9: Compara com a constante submissão do próprio corpo às virtudes espirituais.
Pergunta 10: Resposta pessoal.
Pergunta 11: Submissão à vontade e aos planos de Deus, abandonando tudo aquilo que nos impeça de alcançar a vitória.


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Novos Horários

Publicado em 26 February 2010 by Sâmela Carvalho

A partir de março o Lições da Bíblia tem novos horários na TV Novo Tempo.

Fique atento para as mudanças: DOM 18h00, SEG 23h00, TER 6h00, QUA 12h00, QUI 15h00, SEX 2h30 e 21h00, SAB 8h00

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Próximo tema: Saúde e Cura

Publicado em 26 February 2010 by Sâmela Carvalho

blog1Nos meses de Abril, Maio e Junho vamos estudar um novo tema: Saúde e Cura.

Serão 3 meses nos aprofundando nos detalhes da criação de Deus, nos planos que Ele tem para o nosso bem-estar e como as orientações deixadas na Bíblia podem nos ajudar a viver melhor nesse mundo de pecado enquanto aguardamos a volta de Jesus.

 

blog2Esse novo estudo começa com uma novidade. Um novo cenário, mais espaçoso e mais moderno. E pra você que é companheiro do nosso blog, um vislumbre do que será nossa nova temporada.

Não esqueça dos novos horários do programa a partir de março:
DOM 18h00, SEG 23h00, TER 6h00, QUA 12h00, QUI 15h00, SEX 2h30 e 21h00, SAB 8h00

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Lição 8 – Fidelidade

Publicado em 19 February 2010 by Sâmela Carvalho

Lição 8 13 a 20 de fevereiro

Fidelidade

Sábado à tarde Ano Bíblico: Nm 7, 8

VERSO PARA MEMORIZAR: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos” (Gálatas 6:9).

Leituras para esta semana: Mt 25:1-13; Lc 16:10; 1Ts 5:23, 24; 2Tm 3:1-5; Hb 11

O fruto do Espírito conhecido como fidelidade fala de persistência, firmeza de propósito, especialmente quando o caminho é árduo.

Fidelidade inclui firme lealdade, submissão inabalável; persistência, sugere liberdade da incerteza; firmeza envolve tal submissão aos princípios ou propósitos que não sejam abandonados, e resolução que destaca determinação sem vacilar.

No entanto, “fé” e “fidelidade” embora estejam bem próximas, não são a mesma coisa. A fé é aquele poder indefinível, dom de Deus, pelo qual podemos crer em uma realidade que ainda permanece invisível. “Ora, a fé é a certeza de coisas que se esperam, a convicção de fatos que se não vêem” (Hb 11:1). Fidelidade, em contraste, é o funcionamento desse sistema de crenças interiores. Quando temos fé em Deus, agimos com fidelidade. Os atos de fidelidade são a demonstração de nossa fé e as linhas que dão coesão ao nosso sistema de crenças e comportamento.

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Domingo Ano Bíblico: Nm 9–11

Deus é fiel

“Ó Senhor, Deus dos Exércitos, quem é poderoso como Tu és, Senhor, com a Tua fidelidade ao redor de Ti?!” (Sl 89:8).

Como com todos os frutos do Espírito, o próprio Deus é o modelo que devemos estudar como exemplo de fidelidade. Deus é tão fiel agora quanto foi três trilhões de anos antes de criar a Terra. Ele será igualmente fiel três trilhões de anos no futuro como foi quando estabeleceu Seus decretos na eternidade passada. Nada O intimidará nem alterará Seu curso.

Note alguns dos atributos da fidelidade de Deus:

•A fidelidade de Deus é de grande alcance em sua extensão – “Chega até os céus, até as nuvens, a Tua fidelidade” (Sl 36:5).
•A fidelidade de Deus é certa – “Jamais retirarei dele a Minha bondade, nem desmentirei a Minha fidelidade” (Sl 89:33).
•A fidelidade de Deus é grande – “Grande é a Tua fidelidade” (Lm 3:23).
•A fidelidade de Deus é estabelecida no Céu – “Pois disse eu: a benignidade está fundada para sempre; a Tua fidelidade, Tu a confirmarás nos Céus” (Sl 89:2).
1. Identifique as bênçãos que nos vêm como resultado da fidelidade de Deus:

a. 1Co 10:13 b. 1Ts 5:23, 24 c. 2Ts 3:3 d. Hb 10:23

Por que a fidelidade de Deus é tão importante para a vida do cristão? Tente se lembrar de uma ocasião em sua vida em que a certeza de que Deus é fiel o ajudou a passar por uma crise. Em uma base diária, qual das bênçãos da fidelidade de Deus mencionadas acima é de maior ajuda para você?

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Segunda Ano Bíblico: Nm 12–14

Falta de fé: sinal do fim

2. Qual era a convicção de Jesus, expressa em Sua pergunta de Lucas 18:8?

O apóstolo Paulo escreve que “os homens perversos e impostores irão de mal a pior, enganando e sendo enganados” (2Tm 3:13). Hoje, as pessoas são semelhantes ao que eram quando Moisés escreveu o Pentateuco ou Paulo, suas epístolas. No entanto, pode-se dizer que nossa sociedade de hoje torna mais fácil pecar. Em outras palavras, nosso ambiente se torna cada vez mais acessível ao pecado, e nossa natureza humana caída se aproveita naturalmente disso. O egocentrismo é promovido constantemente. A publicidade insiste constantemente, em que devemos satisfazer a nós mesmos: por que esperar, por que negar a nós mesmos, por que nos sacrificar, por que não ir avante com a multidão? Ouvimos constantemente: “Agrade a si mesmo: você merece” ou semelhantes.

3. Qual é a primeira característica dos últimos tempos? 2Tm 3:1-5. Onde encontramos essa característica tão publicamente exposta hoje?

Muito embora não possamos dizer que esta geração seja a primeira a ser egoísta, é sem igual no sentido de que o egoísmo é realmente recomendado. “Procure ser o número um”, “primeiramente, ame a si mesmo”, é o lema popular. O egoísmo desovou outro fenômeno: a irresponsabilidade. Esta geração bem poderia ser a descrita em Provérbios: “Há daqueles que amaldiçoam a seu pai e que não bendizem a sua mãe. Há daqueles que são puros aos próprios olhos e que jamais foram lavados da sua imundícia” (Pv 30:11, 12). Parece que tudo que há de errado com todos é agora colocado aos pés de outra pessoa, mais frequentemente, os pais.

Como os meios de comunicação de massa contribuíram para a infidelidade, mesmo entre os membros da igreja? Seja honesto consigo mesmo: Como isso afetou seu pensamento? Tente dar um passo atrás e pergunte a si mesmo: Como as coisas que leio, assisto e ouço estão afetando negativamente minha fidelidade para com Deus?

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Terça Ano Bíblico: Nm 15, 16

Modelos de fidelidade (Hebreus 11)

4. Leia em Hebreus 11, a lista de personagens que são exemplos de fidelidade. Escolha três personagens e escreva como se revelou a fidelidade deles, mesmo em meio a lutas, provações e tentações. Isto é, o que eles fizeram para revelar fidelidade? Ao mesmo tempo, quais foram suas lutas, suas provações e tentações? Embora as circunstâncias hoje sejam diferentes, os princípios envolvidos são os mesmos para nós como eram para os personagens em Hebreus?

Pense como teria sido fácil para algumas dessas pessoas desanimar. Pense em José na prisão ou Sara esperando, esperando e esperando o filho prometido, ou Moisés, tentado pela riqueza de um reino em lugar de “ser maltratado junto com o povo de Deus” (v. 25). Às vezes, tendemos a olhar para essas pessoas como se fossem maiores que a vida, talvez super-homens, mas eles eram tão reais quanto nós, tão propensos a pecar, igualmente propensos a questionar, temer e cair. Apesar de todas essas fraquezas e enganos, porém, eles mostraram fidelidade, agiram pela fé que professavam e foram usados por Deus para fazer coisas notáveis.

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Quarta Ano Bíblico: Nm 17–19

Fidelidade na vida diária

5. Quem é fiel no pouco também é fiel no muito; e quem é injusto no pouco também é injusto no muito” (Lc 16:10). Como esse princípio se manifesta em sua vida? Afinal, se não somos fiéis nas pequenas coisas, por que acharíamos que seríamos fiéis nas maiores?

“A maior necessidade do mundo é a de homens – homens que se não comprem nem se vendam; homens que no seu íntimo sejam verdadeiros e honestos; homens que não temam chamar o pecado pelo seu nome exato; homens, cuja consciência seja tão fiel ao dever como a bússola o é ao pólo; homens que permaneçam firmes pelo que é reto, ainda que caiam os céus” (Ellen G. White, Educação, p. 57).

As palavras seguintes são alguns dos componentes de fidelidade:

Confiança – Significa que as pessoas podem contar com você. Qual foi a última vez em que alguém o desapontou? Você se lembra de como se sentiu? Se você não é de confiança, o que isso revela sobre seu caráter?

Honestidade – Veracidade. Quer dizer que você não vai mentir, enganar nem roubar. A honestidade é uma peça fundamental em um caráter forte e deve estar em ação todos os dias de nossa vida.

Integridade – É como um código de honra. Se tem integridade, você vive mediante certos valores e convicções. Também significa que você respeita os valores e as convicções de outros. A integridade é também uma das peças fundamentais da edificação do caráter.

Lealdade – É dedicação. Significa manter-se ao lado de alguém, mesmo quando os tempos ficam difíceis. A lealdade é parte importante da amizade. Mas lealdade inclui fazer algo errado a pedido de um amigo? A lealdade tem limites? Como alguém pode levar uma boa coisa – a lealdade – longe demais?

Examine mais atentamente esses elementos. Como você está nessas diferentes categorias? Onde você pode melhorar? Que mudanças você precisa fazer a fim de ser mais fiel ao que sabe ser direito? Como você pode fazer as mudanças necessárias?

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Quinta Ano Bíblico: Nm 20, 21

Fiel até o fim

Pode ser que estejamos sofrendo outro grande desapontamento? Não que tenhamos fixado outra data para a vinda de Jesus, mas algo igualmente real, embora mais sutil: ênfase diminuída sobre a segunda vinda, por nenhuma outra razão senão que esperávamos que já tivesse acontecido.
6. Leia Mateus 25:1-13. Note que todas as virgens que estavam esperando o noivo foram dormir. Quando, finalmente, o noivo chegou e todas acordaram, era muito tarde para cinco delas. Como nós, no século 21, podemos estar em perigo de fazer a mesma coisa?

7. Leia Mateus 24:44-50. Note como o servo mau muda de estilo de vida quando se convence de que seu mestre não vai voltar tão cedo quanto esperava. Qual é a mensagem para nós, que sentimos haver uma demora na vinda de Jesus?

As coisas não aconteceram como esperávamos, mas vamos tirar conforto da promessa em Gálatas 6:9: “E não nos cansemos de fazer o bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não desfalecermos”.

A questão que preocupa o povo de Deus no século 21 não é “Será que Deus é fiel?” Já devemos saber que Ele é fiel a tudo o que prometeu. A pergunta crucial é: “Serei eu fiel até o fim?”

De muitas formas, a resposta à pergunta sobre o futuro (“Serei eu fiel até o fim?”) pode ser achada no presente. Qual é a tendência básica de sua vida espiritual agora? Você está diariamente dedicando-se ao Senhor, crescendo em graça e fidelidade, ou está lentamente, pouco a pouco, afrouxando os esforços, cada vez mais acostumado com o mundo e seus caminhos?

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Sexta Ano Bíblico: Nm 22–24

Estudo adicional

“Mas, como as estrelas no vasto circuito de sua indicada órbita, os desígnios de Deus não conhecem adiantamento nem tardança. Mediante os símbolos da grande escuridão e do forno fumegante, Deus revelara a Abraão a servidão de Israel no Egito, e declarara que o tempo de sua peregrinação seria de quatrocentos anos. ‘Sairão depois com grandes riquezas’ (Gn 15:14). Contra essa palavra, todo o poder do orgulhoso império de Faraó batalhou em vão. ‘Naquele mesmo dia’, indicado na promessa divina, ‘todos os exércitos do Senhor saíram da terra do Egito’ (Êx 12:41). Assim, nos divinos conselhos fora determinada a hora da vinda de Cristo. Quando o grande relógio do tempo indicou aquela hora, Jesus nasceu em Belém” (Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 32, ênfase provida).

Perguntas para consideração

1. Quais são alguns dos desafios para os que desejam ser fiéis a Jesus? Como podemos enfrentar esses desafios? Como podemos nos ajudar uns aos outros nessa luta?
2. Pense nas coisas que você leu, assistiu, ou ouviu nas últimas vinte e quatro horas. Foram do tipo de coisas que podem aumentar sua fé, ou foram coisas que macularam sua mente? Quais são as implicações de sua resposta?
3. Veja a questão da lealdade. Em que contextos a lealdade é boa? É sempre boa? Quando a lealdade a alguém pode nos levar a ser desleais a Deus?
4. De que modos práticos podemos manter viva em nossas igrejas e em nossos lares a realidade da segunda vinda? É verdade: quanto mais demora, mais e mais fácil se torna esquecer tudo e cair em maus hábitos e padrões de pensamento. Como podemos infundir, especialmente nos que estão na igreja há muito tempo, a importância de manter ardorosamente diante de nós a realidade e a promessa da segunda vinda?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: a. Não permite que sejamos tentados acima de nossas forças. b. Nos mantém íntegros. c. Nos guarda do Maligno. d. Cumpre Suas promessas.
Pergunta 2: A tendência humana é para a degradação. Nos últimos tempos, Jesus predisse que a fidelidade humana seria escassa.
Pergunta 3: A predominância do pecado.
Pergunta 4: Escolha pessoal.
Pergunta 5: Resposta pessoal.
Pergunta 6: Deixando-nos encantar pelas atrações deste mundo.
Pergunta 7: Seu verdadeiro caráter se manifestou. A demora da volta de Jesus pode nos fazer perder a fé.

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Lição 7 – Bondade

Publicado em 09 February 2010 by Sâmela Carvalho

Lição 7 – 6 a 13 de fevereiro

Bondade
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Sábado à tarde Ano Bíblico: Lv 15, 16

VERSO PARA MEMORIZAR: “Porque somos criação de Deus realizada em Cristo Jesus para fazermos boas obras, as quais Deus preparou antes para nós as praticarmos” (Efésios 2:10, NVI).

Leituras para esta semana: Sl 51:10, 11; Jo 14:9; Rm 3:12-20; 7:7-12; Tt 2:14; Hb 1:2, 3

Nas Escrituras, bondade envolve não só manter comportamento correto mas também evita seu oposto, a maldade. A bondade é a santidade em prática. É o que fazemos; de outra forma, não é mesmo “bondade”.

A palavra traduzida por bondade (agathosune), em Gálatas 5:22, denota uma bondade ativa, agressiva. Mais que excelência de caráter, é o caráter em ação, expressando-se em bons atos.

Frequentemente, ouvimos que alguém tem um “bom coração” ou que é um “bom sujeito”. Por mais problemática teologicamente que seja essa ideia (veja Jr 17:9), é ainda mais problemática na realidade. Um “bom coração” ou um “bom sujeito”, por si mesmo, não significa nada. Em vez disso, um “bom coração” se revela em bons atos, boas ações concretas, atos práticos de bondade que beneficiam a outros. Boas intenções, bons pensamentos, bons motivos são bons e têm seu papel, mas, no fim, a bondade está em fazer o bem. Enganamos a nós mesmos se pensamos de outra forma.

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Domingo Ano Bíblico: Lv 17–19

Deus é bom

Na Bíblia, o sentido mais profundo e absoluto de “bom” é um predicado exclusivo de Deus. Assim, embora a palavra bom seja usada livremente em muitas circunstâncias, apesar de haver indivíduos bom e maus (Mt 5:45), embora seja possível os cristãos praticarem boas obras (Ef 2:10), e Deus haja declarado que tudo o que criou era “muito bom” (Gn 1:31), Jesus afirma que só Deus é “bom” (Mc 10:18). Só Deus é absoluto. Todos os outros têm graus de bondade quando comparados a esse padrão absoluto.
1. Como a bondade de Deus se revela em nossa vida? Êx 33:19; Sl 25:8; 86:5; 107:21; Na 1:7; Rm 8:28

No entanto, Deus não afirma, apenas, que é bom; Ele nos revelou essa bondade de numerosas formas. Podemos ver a bondade e o amor de Deus na criação. Mesmo em um mundo caído, mesmo com doenças, pragas e desastres naturais, a bondade de Deus ainda se revela pela natureza.

Pense nas relações humanas, amor, interesse, atenção pelos outros. Somos capazes dessas coisas maravilhosas e boas só porque Deus nos criou com o potencial para isso, e fez assim porque é bom.

A sexualidade humana, embora, evidentemente pervertida em grau horroroso e inimaginável, ainda revela a bondade de Deus e Seu amor para conosco.

2. Qual é a maior revelação da bondade de Deus à humanidade? Jo 14:9; Hb 1:2, 3

Faça uma lista de todas as maneiras que se lembrar de como você veio a entender a bondade de Deus. Isto é, apesar das provações pelas quais passou, como você veio a conhecer por si mesmo a bondade de nosso Senhor? Como a bondade de Deus pode ser refletida em sua vida? Compartilhe suas respostas com a classe no sábado.

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Segunda Ano Bíblico: Lv 20–22

Todos pecaram

3. Leia Romanos 3:12-20. Como vemos a realidade dessas palavras ao nosso redor? Como você vê manifesta em sua própria vida?

Um dos fatos tristes da vida é que pode haver pessoas muito talentosas e bem dotadas, encantadoras, carismáticas, pessoas de grande habilidade e inteligência que frequentemente rotulamos como “boas” quando, de fato, são corruptas até o cerne. Como amor, a palavra bom pode ser utilizada tão levianamente que perde seu verdadeiro significado. Quando temos diante de nós a ideia da bondade de Deus, podemos entender muito melhor qual é, realmente, a bondade humana.

Com frequência, ouvimos as pessoas não cristãs dizer que não entendem o que os cristãos querem dizer ao afirmar que o ser humano é naturalmente pecaminoso. Afinal, não existem pessoas que fazem coisas boas, que expressam generosidade, abnegação e amor incondicional? Já não vimos pessoas que são assim? Como você responderia a esse tipo de argumento?

Anos atrás, o escritor russo Dostoevsky escreveu um livro relatando o tempo que passou em um campo de concentração siberiano. Ele conta que alguns dos piores criminosos da Rússia estavam encarcerados. Entre os prisioneiros estavam aqueles que haviam cometido alguns dos crimes mais vis e odiosos imagináveis. Mas Dostoevsky escreveu como, às vezes, esses homens eram capazes de fazer alguns dos atos mais gentis e bondosos. A lição é que até mesmo os piores podem praticar atos amáveis. Ao mesmo tempo, quem não viu pessoas realmente boas, quando pressionadas, fazer algumas coisas muito más?

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Terça Ano Bíblico: Lv 23–25

A lei e a bondade de Deus

4. Qual é a relação entre a bondade de Deus e Sua lei? Rm 7:7-12

O problema de alguns com a lei de Deus é um engano sobre sua função no plano de salvação. Quando vamos ao médico devido a uma doença, precisa haver um diagnóstico antes do tratamento. O problema surge quando as pessoas confundem o tratamento com o diagnóstico. A lei de Deus não apenas serve como padrão, mas também desempenha um papel de diagnóstico no processo de salvação. Paulo declara simplesmente que sem a lei, ele não teria conhecido o que é o pecado. Então, a lei nos diagnostica a todos como pecadores. Sem esse diagnóstico, haveria pouco incentivo de irmos a Jesus em busca de cura.

No plano da salvação, a lei de Deus é indispensável, porque, sem lei não existe pecado, e sem pecado, não há necessidade de um Salvador.

5. No Salmo 40:8, Davi escreveu: “Agrada-me fazer a Tua vontade, ó Deus meu; dentro do meu coração, está a Tua lei”. Então, por que alguns podem crer que a guarda da lei é um fardo?

Às vezes, pensamos na lei como uma proibição – um “Não farás”. E existe alguma verdade nisso. Mas, ao mesmo tempo, existe infinitamente mais que podemos fazer do que não podemos fazer. Pense, também, em todos os benefícios práticos de guardar a lei de Deus. Pense como melhora a qualidade de vida aqui e agora. Não devemos confiar suficientemente na bondade de Deus em saber que se Ele proíbe algo, é por que não deve servir para nós?

Você acha que a guarda da lei é um fardo? Neste caso, por quê? Se a Bíblia diz que a guarda da lei é um privilégio, o que estamos fazendo de errado se a consideramos um fardo?

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Quarta Ano Bíblico: Lv 26, 27

Andando em bondade

“Pode, acaso, o etíope mudar a sua pele ou o leopardo, as suas manchas? Então, poderíeis fazer o bem, estando acostumados a fazer o mal” (Jr 13:23).

O texto acima ensina uma lição simples sobre a natureza humana: não podemos mudar facilmente, especialmente os aspectos ruins de nosso caráter (Pergunte à maioria dos casados se é fácil mudar um cônjuge!). Com este pensamento, talvez possamos entender melhor por que o conceito bíblico de bondade é imensamente mais profundo, e seu uso muito mais restrito do que é comumente usado no mundo. O fruto do Espírito, que é a bondade, é mais interior, alcançando cada pensamento, palavra e ato da pessoa religiosa. Isso requer que os motivos sejam corretos antes que consideremos “boa” qualquer ação. Significa que a pessoa boa é alguém de quem a justiça (a prática correta) provém da devoção interior e do amor a Deus.

6. Como podemos nos tornar “bons”? Sl 51:10; Sl 119:9

7. Compare esses textos com o que Paulo diz em Romanos 7:18. Como todos estes textos são relacionados?

8. No capítulo 7 de Romanos, Paulo expressa sua decepção porque, apesar das melhores intenções, ele não tinha força dentro de si mesmo para fazer o bem (v. 18, 19). Mas, no capítulo 8, versos 1-4, ele revela o segredo do cristão para vencer o dilema. Qual é o segredo? Discuta o que significa “andar no Espírito.” Como isso é feito?

Uma coisa é reconhecer que somos pecadores, destituídos da graça, e que nossas boas obras não podem nos salvar. Ao mesmo tempo, por que devemos ser cuidadosos em não usar esse ensino como desculpa para viver pela carne? Você acha que está fazendo isso? Neste caso, por que essa é uma atitude muito perigosa?

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Quinta Ano Bíblico: Nm 1–3

Bondade expressa

Embora não se possa dizer que somos salvos pelas obras, pode-se dizer que, como filhos e filhas, comprados pelo sangue de Deus, somos salvos para que nossa vida manifeste boas obras. Jesus assinalou que, assim como uma árvore é conhecida por seus frutos, seremos conhecidos pelo tipo de vida que vivemos. Jesus leva um passo adiante a importância das boas obras quando declara que aqueles que vivem sem as boas obras não terão permissão para entrar no reino do Céu (veja Mt 25:41-46).

9. Que afirmação taxativa faz Paulo sobre o cristão e as boas obras? Ef 2:10; Tt 2:14

Como seres pecadores, violamos a lei de Deus; todos precisamos de um Salvador. Mas, ao mesmo tempo, recebemos na Bíblia a promessa de que, se nos rendermos a Jesus, se escolhermos viver no Espírito e não na carne, poderemos vencer e viver de maneira a refletir a bondade de Deus. Podemos viver no que Paulo chama de “novidade da vida” (Rm 6:4), porque, assim como fomos pela fé “sepultados com” Cristo “na morte pelo batismo” (Rm 6:4), podemos igualmente considerar-nos “mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus” (Rm 6:11).

Podemos ser “bons” no sentido bíblico da palavra, não “bons” como se merecêssemos a salvação, mas “bons” no sentido de que nosso coração, nossos motivos, nossos atos revelam ao mundo a realidade do Deus a quem professamos servir. Com certeza, isso vai requerer a morte para o eu, disposição para servir aos outros, vai exigir uma luta diária com a carne e coração humilde, contrito e arrependido quando falharmos, mas podemos e devemos viver a fé que confessamos.

Como você está se valendo de todas as promessas de uma vida cristã vitoriosa? O que o está impedindo de reclamar o que é seu, o que lhe foi oferecido por tão grande preço?

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Sexta Ano Bíblico: Nm 4–6

Estudo adicional

“Não é somente pregando a verdade, ou distribuindo literatura, que seremos testemunhas de Deus. Lembremo-nos de que uma vida semelhante à de Cristo é o mais poderoso argumento que pode ser apresentado em favor do cristianismo, e que o cristão que não é fiel à sua profissão causa mais dano ao mundo do que um mundano” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 21).

“A divisa do cristianismo não é um sinal exterior; não consiste em trazer uma cruz ou coroa, mas sim em tudo o que revela a união do homem com Deus. Pelo poder da Sua graça manifestado na transformação do caráter, o mundo será convencido de que Deus enviou Seu Filho como Redentor. Nenhuma influência que possa rodear o coração tem mais poder do que a de uma vida abnegada. O mais forte argumento em favor do evangelho é um cristão que sabe amar e é amável” (Ellen G. White, A Ciência do Bom Viver, p. 470).

Perguntas para consideração

1. Leia em classe e comente suas respostas à pergunta da lição de domingo sobre a maneira de Deus ter lhe revelado Sua bondade.
2. Quais são algumas das maneiras práticas de expressar e revelar, como indivíduos ou como igreja, a bondade de Deus para os outros? Sua igreja está fazendo o bem na comunidade em que está localizada? Se sua igreja se mudasse, os vizinhos sentiriam falta dela?
3. A Bíblia diz que a lei de Deus é boa. E sabemos que é. Entretanto, como pode ela ser usada como algo ruim? De que maneiras a lei pode ser abusada, e quais são as consequências infelizes desse abuso?
4. Medite nesta antiga pergunta filosófica: Uma coisa é considerada boa porque Deus diz que é boa? Ou Deus a considera boa porque já é boa?
5. Promova uma discussão em classe sobre Lucas 18:18, 19. O que Jesus estava dizendo? Como devemos entender Suas palavras?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: Na criação, na manutenção de nossa vida com bem-estar e, acima de tudo, pela nossa salvação.
Pergunta 2: A doação de Seu Filho.
Pergunta 3: Na maldade que nos cerca.
Pergunta 4: A lei de Deus é um muro que nos protege do mal e da degradação.
Pergunta 5: Esta é uma das tentativas de Satanás para desmoralizar o amor de Deus.
Pergunta 6: Somente mediante a transformação de nosso caráter pela Palavra de Deus e Seu Espírito.
Pergunta 7: Não existe bondade em nós, mas a obra de Deus é restaurar em nós o Seu caráter.
Pergunta 8: A presença de Cristo na vida. Andar no Espírito é viver sob Sua orientação e guia.
Pergunta 9: Somos feitos e redimidos para praticar boas obras.

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Lição 6 – Amabilidade

Publicado em 02 February 2010 by Sâmela Carvalho

Lição 6
30 de janeiro a 6 de fevereiro

Amabilidade

Lição 612010


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Êx 37, 38

 

VERSO PARA MEMORIZAR:Revesti-vos, pois, como eleitos de Deus, santos e amados, de ternos afetos de misericórdia, de bondade, de humildade, de mansidão, de longanimidade” (Colossenses 3:12).

Leituras para esta semana: 2Sm 9:1-13; Pv 15:1-5; 25:11-15; Mt 5:43-48; Lc 6:35, 38; Ef 4:32; Cl 3:12-14

Quando Paulo ilustrou como o amor se comporta, foi a paciência que veio em primeiro lugar à sua mente: “O amor é paciente” (1Co 13:4). Logo depois da paciência, ele escreveu que o amor “é benigno”, mostrando que o amor e a amabilidade são tão relacionados que, sem uma disposição amável, nenhum ato é verdadeiramente feito por amor!

Nesta semana e na próxima, vamos estudar dois conceitos bastante similares e que podem causar alguma confusão: Amabilidade e bondade. Amabilidade (NVI), benignidade (RA) e delicadeza (NTLH) são traduções da palavra grega chrestotes (algumas vezes traduzida na própria Bíblia porbondade),que significa disposição amável, atitude de boa vontade para com o próximo. Já bondade, quando é traduzida da palavra grega agathosune, se refere à expressão dessa amabilidade em atos exteriores.

A amabilidade é uma virtude que se revela de diversas maneiras. E, como seu primo chegado, o “amor”, tem um poder incrível; é uma testemunha de como é nosso Deus.


Domingo

Ano Bíblico: Êx 39, 40

Modelo de amabilidade (Mt 5:43-48)

1. No Sermão do Monte, Jesus ilustra claramente a benignidade de Deus. Leia Mateus 5:43-48 e responda às perguntas a seguir:

a. A que elevado padrão Jesus nos chama?
b. Que motivo Jesus dá ao nos chamar a esse padrão?
c. Note como Cristo usou a palavra perfeitos no verso 48. O que significa o termo perfeito, aqui, e como o uso dessa palavra pode nos ajudar a entender o que significa ser perfeito como é perfeito “nosso Pai celeste”?

Os dons generosos de Deus são apenas isto: dons generosos. Eles não são merecidos por nenhum dos seres humanos, os quais pecaram voluntariamente contra Ele, ignorando-O ou O abandonando. Neste sentido, o maior pecador e o santo mais perfeito estão no mesmo barco: Nenhum deles merece a benignidade e generosidade que Deus nos dá a todos.

Com estes versos, Jesus nos chama a ser “perfeitos”, tão perfeitos quanto Deus. Como assim? Amando os inimigos, orando pelos que nos maltratam, sendo amáveis para com os que não são amáveis para conosco. Foi assim que Jesus definiu o que é ser “perfeito”. Imagine como seria nossa igreja e nossos lares se morrêssemos para o eu a ponto de vivermos realmente assim! Teríamos um poder e um testemunho contra o qual as portas do inferno nunca poderiam prevalecer. Qual é a única coisa que nos impede? Nada além de nosso coração pecaminoso, vingativo, que, frequentemente, nos faz agir como “publicanos”.

Que mudanças dolorosas e profundas você precisa fazer se quiser realmente seguir as palavras de Cristo nestes versos?

Segunda

Ano Bíblico: Lv 1–4

Benignidade por um “cão morto”

2. Qual foi um dos episódios em que Davi mostrou amabilidade? 2Sm 9:1-13. Por esse ato, como ele revelou o caráter de Deus?

“Por meio de boatos por parte dos inimigos de Davi, Mefibosete fora levado a acalentar forte preconceito contra ele como um usurpador; mas a recepção generosa e cortês conquistou o coração do moço; ele se afeiçoou grandemente a Davi, e, como seu pai Jônatas, sentiu que seu interesse era o mesmo do rei que Deus escolhera” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 713).

A benignidade de Davi revela que ele buscou usar o padrão de Deus para o que desejava fazer para a casa de Saul. Reconheceu que ele, pecador como todos nós, recebeu misericórdia e bondade não merecidas das mãos de Deus e desejou refletir essa bondade aos outros.

3. Antes de podermos passar a benignidade de Deus a outros, o que devemos reconhecer primeiro? Veja Lc 7:47. Que princípio importante se encontra nessa declaração?

Pense por alguns momentos na benignidade de Deus para com você. Você a merece? É algo que lhe é devido? Seus pensamentos, suas ações, suas palavras são tão abnegadas, tão santas, tão amorosas e aceitáveis que Deus só está fazendo a você como você faz aos outros? O mais provável é que a resposta seja Não. E aqui está um ponto importante: Quando percebermos que Deus nos perdoa, quando percebermos que Deus nos ama, apesar do que somos e do que fazemos, então, poderemos entender verdadeiramente o que significa ser bondoso e amoroso para com os que não merecem nossa amabilidade nem nosso amor. Como é importante manter a cruz e o que ela significa, individualmente, diante de nós a toda hora!

De quantas coisas Deus já o perdoou ao longo dos anos? Como essa percepção deve ajudar a tratar aqueles que cometeram coisas destinadas a lhe fazer mal?

Terça

Ano Bíblico: Lv 5–7

Palavras amáveis (Ef 4:32)

Efésios 4:32 começa com as palavras: “Sejam bondosos e compassivos uns para com os outros” (NVI). Veja como este verso se encaixa perfeitamente com o que vimos ontem, sobre a necessidade de tratar os outros como Deus nos trata.

A amabilidade deve caracterizar o cristão a toda hora. Mas existem pelo menos três necessidades específicas que requerem três tipos de encorajamento.

Primeira, devemos mostrar amabilidade para com os bebês espirituais. “Todavia, nos tornamos carinhosos entre vós, qual ama que acaricia os próprios filhos” (1Ts 2:7).

Segunda, devemos mostrar amabilidade e encorajamento pelos fracos. “Nós que somos fortes devemos suportar as debilidades dos fracos e não agradar-nos a nós mesmos” (Rm 15:1).

Terceira, devemos servir como os enfermeiros tratam os espiritualmente enfermos (2Tm 2:24, 25).

Certa vez, um executivo foi ouvido dizendo: “Mal posso esperar para chegar em casa à noite – estou cansado de ser bom o dia inteiro!” Que atitude triste para com a vida humana!

A amabilidade, especialmente em casa, é fundamental. E uma das maneiras mais importantes de manifestarmos amabilidade, especialmente em casa, é o modo de falar uns com os outros. A atmosfera do lar é largamente determinada pelas palavras que pronunciamos. Tantos problemas, tantas ofensas, tantas tensões e até brigas poderiam ser evitadas caso fôssemos cuidadosos não só com o que dizemos mas como dizemos. Com frequência, pode-se dizer algo e não ferir nem ofender, ou pode-se dizer as mesmas palavras para a mesma pessoa e ferir e ofender muito. A chave é a maneira de falar. A fala humana inclui muito mais do que apenas os significados das palavras; o tom, a expressão facial, a linguagem corporal e a ênfase são todos parte integrante da transmissão dos pensamentos, emoções e ideias aos outros.

4. Que princípios importantes traz a Bíblia sobre o que dizemos e como dizemos? Como você usa as palavras quando fala com os outros? O que você pode fazer para ser mais amável na comunicação verbal? Pv 15:1-5; 25:11-15


Quarta

Ano Bíblico: Lv 8–10

Benignidade retribuída (Lc 6:38)

5. Que princípio de vida Jesus mencionou em Lucas 6:38?

Com muita frequência, a maneira de tratarmos os outros volta para nós mesmos. Isto é, quando somos bondosos, é muito provável que os outros sejam bondosos para conosco. Isto também funciona ao reverso: seja mau para com os outros, e os outros também serão maus para com você.

Evidentemente, nem sempre acontece assim (Veja como Jesus foi tratado!). Mas, seja como for, em certo sentido, isso realmente não importa. Como cristãos, devemos ser sempre benignos, mesmo que a benignidade não volte para nós. De fato, como lemos, ser benignos para aqueles que são indelicados para conosco é a marca de legitimidade dos verdadeiros seguidores de Jesus. Em geral, porém, a maneira de tratarmos os outros afetará a maneira de tratarem a nós mesmos. “Tudo quanto, pois, quereis que os homens vos façam, assim fazei-o vós também a eles; porque esta é a Lei e os Profetas” (Mt 7:12).

6. Que outra recomendação fez Jesus a respeito da amabilidade? Lc 6:35

É sempre fácil ser bom para os que, por sua vez, podem ser bons para conosco. Qualquer pessoa faz isso. O mais difícil, porém, é ser bondoso, especialmente quando custa algo a você, aos que nunca poderão fazer algo por você, de volta. Esse é o verdadeiro teste.


Quinta

Ano Bíblico: Lv 11, 12

Vista a amabilidade (Cl 3:12–14)

7. De acordo com Colossenses 3:12-14, qual é o verdadeiro sentido de ser seguidor de Cristo? Qual é a relação entre a bondade e a perfeição?

Alexander Maclaren, notável clérigo de Londres da última parte do século 19, escreveu: “A gentileza é a maior força do mundo. Você toma todos os martelos pneumáticos que já foram construídos e batalha contra um iceberg e, com exceção do comparativamente pequeno calor desenvolvido pelo atrito e que derrete uma pequena porção, ainda terá gelo, embora pulverizado e não mais inteiro. Mas deixe que o iceberg flutue suavemente em direção aos trópicos, e lá os raios do sol atingem a frieza mortal, e o gelo se dissipa no oceano tépido. A bondade é vencedora.”

Como adventistas, temos evidência bíblica muito poderosa para manter nossas posições. (Se não fosse isso, o que estaríamos fazendo aqui?) Evidentemente, isso é importante. Mas precisamos de mais do que doutrinas corretas, não é?

“Se nos humilhássemos perante Deus, e fôssemos bondosos e corteses, compassivos e piedosos, haveria uma centena de conversões à verdade onde agora há apenas uma” (Ellen G. White, Testemunhos Para a Igreja, v. 9, p. 189).

Quando ensinamos as doutrinas da igreja, incluímos o sábado, o estado dos mortos, a origem do pecado e outras crenças distintivas. Mas somos tão cuidadosos em enfatizar a importância da bondade e outros frutos do Espírito, assim como o Sermão do Monte e 1 Coríntios 13? Saber que o sábado é o sétimo dia ou que os mortos dormem até a ressurreição, ou que a justiça de Cristo nos cobre agora e no juízo final é muito bom e importante. Mas apenas ter conhecimento não é a mesma coisa de conhecer a verdade como é em Jesus (Jo 14:6), pois a verdade nos liberta (Jo 8:32); isto é, a verdade nos transforma e nos faz mais semelhantes a Cristo. Pode-se, então, perguntar: temos realmente a verdade se a Verdade, Jesus, não nos tem?


Sexta

Ano Bíblico: Lv 13, 14

Estudo adicional

“De todo lar cristão deve resplandecer uma santa luz. O amor deve se revelar nas ações. Deve promanar de toda a relação doméstica, mostrando-se em uma bondade meditada, em uma cortesia gentil, abnegada. Há lares em que esse princípio é praticado, lares em que Deus é adorado, e em que reina o mais verdadeiro amor. Destes lares as orações matutinas e vespertinas sobem a Deus como incenso suave, e Suas misericórdias e bênçãos descem sobre os suplicantes como o orvalho da manhã” (Ellen G. White, Patriarcas e Profetas, p. 144, ênfase provida).

“Muitos há que consideram a expressão de amor uma fraqueza e mantêm uma reserva que repele os outros. Este espírito detém a corrente de simpatia. Sendo reprimidos, os generosos impulsos sociais mirram, e o coração torna-se desolado e frio. Devemos precaver-nos contra este erro. O amor não pode existir por muito tempo sem se exprimir. Não permitamos que o coração do que se acha ligado a nós pereça à míngua de bondade e simpatia” (Ellen G. White, O Lar Adventista, p. 107, ênfase provida).

Perguntas para consideração
1. Juntamente com a classe, examine cuidadosamente a última pergunta no fim da lição de quinta-feira: “Temos realmente a verdade se a Verdade, Jesus, não nos tem?” Quais são as implicações de sua resposta?
2. “O amor não pode existir sem expressão”. Que significa isso, e por que representa um princípio tão importante para nós como igreja?
3. Recapitule os textos desta semana que falam sobre sermos “perfeitos”. Como devemos entender o que significa essa ideia? Quais são os problemas e conceitos errôneos comuns que, como igreja, temos combatido sobre o uso e o significado dessa palavra?
4. Em sua própria experiência, como as atitudes de outros adventistas afetaram você e sua fé? Isto é, as pessoas foram amáveis com você e, nesse caso, como isso afetou sua amabilidade? Por outro lado, as pessoas foram indelicadas para você e, nesse caso, como isso o afetou? Conte suas histórias aos outros na classe. O que você pode aprender dessas experiências para ilustrar perante a classe a importância da amabilidade em nosso testemunho?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: a. À perfeição. b. Porque Deus é perfeito. c. Amando os inimigos como Deus o faz.
Pergunta 2: No caso de Mefibosete. Restituindo-lhe as propriedades de seu avô e sustentando-o à sua mesa.
Pergunta 3: Que somos pecadores e que tudo o que temos provém da misericórdia de Deus.
Pergunta 4: Falar com brandura, sabedoria, no tempo devido, fidelidade.
Pergunta 5: O princípio da retribuição.
Pergunta 6: Fazer o bem sem esperar retribuição.
Pergunta 7: Expressar o amor de Deus. Essa é a maior demonstração de perfeição.

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Lição 5 – Comentário Prof. Sikberto Marks

Publicado em 26 January 2010 by Sâmela Carvalho

Lições da Escola Sabatina Mundial – Estudos do Primeiro Trimestre de 2010

Tema geral do trimestre:  O Fruto do ESPÍRITO

Estudo nº 05 –  O fruto do ESPÍRITO é paciência

Semana de 23 a 30/01/2010

Comentário auxiliar elaborado por Sikberto Renaldo Marks, professor titular no curso de Administração de Empresas da Universidade Regional do Noroeste do Estado do Rio Grande do Sul – UNIJUÍ (RS)

Este comentário é meramente complementar ao estudo da lição original

www.cristovoltara.com.br - marks@unijui.edu.br – Fone/fax: (55) 3332.4868

Ijuí – Rio Grande do Sul, Brasil

 

“…eles não são do mundo como também Eu não Sou” (João, 17:14)

 

Verso para memorizar: “Vocês precisam ter paciência para poder fazer a vontade de DEUS e receber o que Ele promete” (Heb. 10:36, NTLH)

“Necessitais de perseverança, para que, depois de haverdes feito a vontade de DEUS, alcanceis a promessa” (Heb. 10:36 Bíblia de Thompson).

“De fato, é de perseverança que tendes necessidade, para cumprirdes a vontade de DEUS e alcançardes o que Ele prometeu” (Heb. 10:36, Bíblia de Jerusalém).

Um pequeno estudo sobre paciência e sobre perseverança, por meio de consulta ao Dicionário Michaelis.

paciência
1 Qualidade de paciente. 2 Virtude de quem suporta males e incômodos sem queixumes nem revolta. 3 Qualidade de quem espera com calma o que tarda. 4 Perseverança em continuar um trabalho, apesar de suas dificuldades e demora.

perseverança
Qualidade de quem persevera; constância, firmeza, pertinácia.

Conforme as definições desse dicionário, a palavra que mais adequada com o pensamento da lição não é paciência, e sim, perseverança. Ou então, se utilize a palavra paciência no sentido de se estar fazendo alguma coisa sem desistir, como é a conotação de perseverança. Devemos estudar essa lição no sentido de perseverar na vontade de DEUS em nosso dia-a-dia, em tudo o que fizermos, até que seja alcançada a vitória. É isso que o verso quer dizer.

Veja que a tradução utilizada é uma das da Linguagem de Hoje, tradução bem ruim, que não recomendaria ser usada, principalmente por jovens. Ela tira o texto do contexto da época em que foi escrito, criando uma grande dificuldade de cultura bíblica sólida, focalizando o conhecimento bíblico apenas nos termos dos dias de hoje. E os jovens estão numa fase de descobrir tudo, de pesquisar, de se envolver com ciência. Ora, nessa idade em que tudo é fácil de aprender, em Bíblia, se dá a eles uma tradução sem fundamento cultural histórica. Isso é lamentável!

 

  1. Introd.Bem aventurado o homem que … se guarda de profanar o sábado” (Isa. 56:2)

O estudo dessa semana é sobre a paciência. O que é paciência? É a capacidade de esperar em ação por algo desejado tendo uma atitude de calma e serenidade. É uma virtude bastante rara em nossos dias. O mundo está formatado para acabar com a paciência das pessoas. No trânsito até mesmo de cidades não tão grandes, é freqüente as pessoas perderem a paciência pela lentidão, ou porque um motorista cometeu algum erro. Os compromissos e a cobrança por cumprimento de metas atenta contra a paciência das pessoas. Até mesmo um computador, ele tem que ser rápido pois falta paciência para esperar. Pessoas que falam devagar não são facilmente suportadas por outras pessoas. Nas estradas, veículos lentos torram a paciência dos outros motoristas. E assim vai. Falta paciência ao homem pós moderno em esperar. A espera custa muito dinheiro além de sempre ser vista como perda de tempo, e haja paciência.

Está terminando a paciência até mesmo para dar estudo bíblico. Pessoas há que dão um a três estudos, e já apelam para o batismo. A volta de JESUS também é um grande teste de paciência. Como não sabemos o dia e a hora, muitos de nós desistem de esperar preparados, e passam a esperar despreparados, ligados ao mundo. Mas paciência não é só esperar, pois isso é imprescindível, tenhamos ou não paciência. É saber esperar sem alterar o humor, sem deixar de ser feliz, sem ficar se preocupando com a espera. Aqui nesse estudo a paciência está no sentido de esperar em ação, cumprindo a vontade de DEUS, isto é, obedecendo-O, ou ainda, sendo santificados e agindo em favor da salvação de outros, até que JESUS venha.

Paciência também tem muito a ver com o suportar as atitudes dos outros. Por exemplo, é certo que muitos de nós estejamos mais adiantados que outros no realizar a vontade de JESUS. Alguns têm anos de experiência e adquiriram muito conhecimento sobre a vontade de DEUS, e a colocaram em prática. Mas outros têm pouca experiência, e erram muito mais que nós. Também nesse caso temos que ter paciência para que eles também cheguem onde já nos encontramos. Noutros casos é preciso ter paciência com a rebeldia de alguns, ou com a mornidão de outros, ou com a maneira diferente e estranha de pensar de algumas pessoas. É preciso ter paciência com o modo de JESUS conduzir a igreja, Ele está dando oportunidade a todos para se salvarem, e isso requer dar tempo ao tempo.

A paciência é hoje em dia uma virtude, um princípio de vida com o qual defendemos nossa saúde e do qual necessitamos para aguardarmos até que tudo aqui nessa terra se cumpra. Enquanto isso, esperemos, ativos, sem desesperar, que os outros façam a sua parte, ou deixem de fazê-la, esperemos que o nosso supremo comandante, JESUS, administre conforme Ele deseja pois Ele sabe melhor que todos nós quando e como fazer o que tem de ser feito.

A lição dessa semana nos quer dizer que devemos ter paciência enquanto estamos trabalhando, fazendo alguma coisa, até que recebamos a recompensa, e ao mesmo tempo, que toleremos aquelas pessoas que por algum motivo nos tiram a paciência. Nós devemos realizar a vontade de DEUS pacientemente, isto é, com esperança, até que Ele nos dê a vitória. Isto pode demorar mais que imaginemos, mas, devemos persistir no caminho da vida eterna.

 

  1. Primeiro dia: Paciência é atributo de DEUS (Êxodo 34:6)

Seis mil anos de espera. Esperando o quê? DEUS está esperando que todo o ser humano vivo se decida, livremente, para retornar ao Reino de DEUS, ou para ficar para sempre com satanás. Esse ficar para sempre significa ir para a morte, para onde satanás está caminhando.

Para isto DEUS instituiu aqui na Terra o testemunho e o ensinamento da ‘verdade’. Verdade quer dizer o oposto daquilo que satanás e seus a gentes disseminam, que é a mentira, composta de coisas como: santificação do domingo, que existe uma alma distinta do corpo, que essa alma é imortal, e coisas assim. A verdade é o conhecimento que DEUS revelou ao mundo por meio de seus servos especialmente escolhidos para esse fim, os profetas. Por ter DEUS revelado a verdade por meio desses homens é que eles foram, ao longo dos tempos, severamente perseguidos e mortos, inclusive pelo próprio povo de DEUS.

DEUS tem realmente grande paciência de esperar esses seis mil anos para resolver a questão do pecado. E não são só seis mil anos, ainda tem o sétimo milênio até que tudo termine e seja enxugada a última lágrima. Quais os motivos para tanta paciência?

O principal motivo é que DEUS quer dar oportunidade a todos os seres vivos. Note, a todos os vivos. Porque aos vivos? Os mortos já não decidem mais nada, para eles o tempo de graça terminou. Se eles não tomaram a decisão pela vida eterna enquanto em vida, ninguém pode culpar a DEUS, nem Ele deve sentir peso em Sua consciência por não ter dado a essa pessoa todas as oportunidades possíveis para que se salvasse. Vamos a uma possibilidade, para exemplificar. Imagine um homem que nunca se entrega a JESUS. Ele houve sobre JESUS pelo rádio, pela televisão, recebe alguns folhetos, algumas pessoas lhe falaram de JESUS, assistiu alguns programas pelo seu DVD, presenciou palestras sobre JESUS, mas nunca se entregou. Um dia desses aconteceu um acidente de automóvel, e o homem morreu. Está perdido, é óbvio. Tem DEUS alguma culpa por essa pessoa se perder? E se ele tivesse vivido mais tempo, digamos, se morresse de velho, mas mesmo assim não se entregasse a JESUS? O fato relevante aqui é o seguinte, todos nós temos muitas oportunidades de decidir o futuro de nosso ser EM VIDA. Esse é o nosso tempo. E vai chegar um dia, e já está perto, em que todas as pessoas, vivas, desse planeta, ouvirão a mensagem, e decidirão conscientemente, mediante suficiente conhecimento, se querem JESUS ou se preferem algo daqui do mundo.

Aqui está a paciência de DEUS. Ele vai esperar até que chegue o dia em que todo ser humano, em vida, tenha tido a oportunidade de saber sobre a verdade da salvação. A Sua paciência é no sentido da perseverança, ou seja, Ele não está sentado esperando sem fazer nada. Ele insiste mediante mensagens de diversas maneiras, mediantes sinais da natureza, sinais na sociedade, por meio de seus agentes, para que os seres humanos livremente, só pelos ensinamento, tomem decisões conscientes. E aqueles que morreram antes dessa condição? Fazer o que, não é mesmo? Infelizmente isto aqui é uma guerra, e em guerras não existe justiça, existe o possível. E nessa guerra o possível é conduzir pessoas livres, o povo de DEUS, para que trabalhem proclamando a verdade da salvação até que chegue o dia em que todos os seres humanos se tenham decidido por uma de duas posições, ou a de pertencer ao povo de DEUS, ou a de ser contra.

Haja paciência! Haja perseverança!

 

  1. Segunda-feira: paciência exigida (Efésios 4:1 e 2)

Vamos criar aqui uma lista de situações em que se deve ter paciência. Não será completa, mas ajuda a refletir. A pergunta é: Que tipo de situações exige paciência?

ð     Pessoas fracas na fé, que recém chegaram, foram recém convertidos;

ð     Pessoas há tempo na igreja, mas que não lêem, portanto são superficiais, tem pouco conhecimento, e que se guiam por opiniões frágeis do tipo “eu acho” – é a maioria de nossos membros;

ð     Pessoas que tem tendência a crítica, mas uma crítica mal fundamentada, que não ajuda senão que cria mal estar;

ð     Pessoas que sabem muito, que tem grande conhecimento, mas que não colocam em prática o que sabem nem vivem de acordo com o conhecimento que possuem, portanto, dão mau testemunho;

ð     Líderes leigos ou mesmo ministros, que dão mau testemunho ou que introduzem práticas mundanas na igreja buscando incrementar os resultados missionários mas na verdade desejando prestígio, popularidade e promoção;

ð     Pessoas que prejudicam a imagem da igreja por vários motivos, tais como: desonestidade no comércio; fanatismo religioso; atitudes escandalosas; maus profissionais; que faltam com a verdade; que são briguentas; que tem hábitos não cristãos; que não são confiáveis; que falam mal dos outros…

ð     Familiares que se afastam da igreja, e que não demonstram mais interesse pelas coisas de DEUS (e nos deixam no mínimo tristes);

ð     Pessoas que são muito zelosas na igreja mas que em casa são maus maridos, ou más esposas, ou maus filhos;

ð     Pessoas prolixas que quando pregam, falam muitas coisas, mas no final, de proveitoso disseram quase nada;

Pode ter certeza, essa lista não é completa. Mas nós podemos melhorar o poder de reflexão que a lista proporciona. Nela há casos de ingenuidade e casos em que o comportamento é consciente, ou, ao menos deveria ser. É, por exemplo, o caso das pessoas que prejudicam a imagem da igreja. Elas no fundo sabem que estão erradas, mas, principalmente por falta de humildade, persistem nessa condição. O mesmo se pode dizer de líderes que introduzem mundanismo na igreja. Estas sabem muito bem de seu erro, porém, o seu desejo de reconhecimento por parte de seres humanos está muito acima do reconhecimento por parte de DEUS. Mas também há casos de erros cometidos por ingenuidade. É isso que acontece quando alguns adotam certos costumes de moda não recomendáveis para pessoas que se preparam para a vida eterna, mas que simplesmente seguem o exemplo de outros mais experientes, porém que não colocam a sua experiência em prática.

Que sensação lhe deu ao ler a lista acima? Haja paciência, não é mesmo? Foi por isso que o grande Mestre da salvação mandou escrever: devemos nos suportar uns aos outros (Efésios 4:2). Para nos suportar, devemos ser mansos e humildes, com longanimidade (Efésios 4:1). Por um lado, é fato de que todos nós temos algum inconveniente que produz a necessidade de outros nos suportarem, e nos aconselharem, por outro lado, estamos todos crescendo, estamos todos sendo aperfeiçoados. Alguns de nós estão muito à frente, outros estão recém iniciando na fé. Porém, nem todos de nós estão decididamente buscando a salvação. Então, quando chegar a hora certa, DEUS que conhece os pensamentos, vai sacudir para fora aqueles que hoje estão brincando com aquilo que significa a sua vida eterna, ou a sua morte eterna.

Mas, até a paciência tem seus limites. Ela pode e deve ser longânima, isto é durar muito tempo, mas atenção, ela não pode nem deve ser eterna. Se fosse eterna, o problema do pecado jamais terminaria! Ainda veremos sobre esse ponto.

 

  1. Terça-feira: Paciência no Evangelho (2 Tim. 4:2)

JESUS ensinou muitas coisas por meio da parábola da semeadura. Está em Lucas 4:26 a 29. Um homem lançou a semente na terra. Dormiu e se levantou várias vezes, até que a semente germinou. Enquanto esperava, cuidava da lavoura arrancando a erva daninha e protegendo de outros invasores, como as formigas. O homem não sabia como o que semeou germina, mas sua espera foi recompensada. Primeiro vem a erva da terra, depois a espiga, e por fim, o grão cheio na espiga. Um tempo depois, só quando o grão estiver maduro, ele mete a foice e colhe o resultado do trabalho.

A lição nos apresenta essa parábola como ilustração como se deve ter paciência na pregação do evangelho. Esse estudo deveria ser mais aprofundado, pois é notória a falta de paciência em esperar até amadurecer o grão no ponto de colher. Temos percebido uma bateria de estudos rápidos, não completos, que duram duas semanas, que não chegam a amadurecer o candidato, mas assim mesmo já é batizado. Noutros casos, são só três estudos, e a pessoa é batizada. Mas há ao menos um caso, em que um único estudo é motivo de apelo ao batismo. Isto demonstra não só falta de paciência, mas falta de responsabilidade com as criaturas de DEUS, pois a salvação de vidas humanas parece que se tornou num campeonato para ver quem ganha o maior número de estrelas.

Tais atitudes não são somente falta de paciência como estudamos na lição como também até falta de respeito com as pessoas. E principalmente falta de fé e confiança no ESPÍRITO SANTO, quem na verdade prepara o candidato. Ou, talvez seja bom dizer, é o homem se colocar no lugar do ESPÍRITO SANTO, atropelando o processo natural de semeadura, germinação, nascimento, crescimento e amadurecimento de cada pessoa, conforme as suas peculiaridades particulares. Não são os alvos de batismo, que são metas, mais importantes que as pessoas. É a vida das pessoas que vale mais que os alvos, relatórios, e comemorações por metas alcançadas. É o ESPÍRITO SANTO que deve fazer o trabalho, nós devemos, humildemente, apenas ser os instrumentos.

Nesse aspecto, na pregação do Evangelho, está faltando mais que paciência, está faltando entrega completa a JESUS por parte daqueles que levam o evangelho. Então o ESPÍRITO SANTO fará a Sua parte, antes disso Ele não agirá com o poder esperado para o Alto Clamor.

 

  1. Quarta-feira: A paciência tem seus limites (Gên. 6:3)

DEUS não perde a paciência, N’Ele a paciência não se esgota. Quando DEUS deixa de esperar é porque essa espera se tornou inútil, e Ele sabe quando a pessoa chega a essa condição. Isso acontece quando o ser humano, em sua rebeldia, se torna tão duro de coração que passou do limite dele mesmo retroceder. É o chamado pondo em que a pessoa entra em estado de cegueira espiritual, a operação do erro. Essa pessoa, mesmo que os anjos de DEUS lhe viesse falar, jamais aceitaria mudar seu coração. Essa é a condição de “pecado contra o ESPÍRITO SANTO.

Portanto, temos que entender que a paciência de DEUS não tem limites, porém, esse não ter limite é em relação a pessoas que demoram para atender ao Seu chamado de amor, mas um dia atendem. Lá entre os antediluvianos as pessoas viviam muitos séculos, e DEUS esperava por elas. No entanto, quando a espera se tornou inútil, então a pergunta sensata é: por quê continuar esperando? Foi nessa condição que DEUS disse: “O Meu ESPÍRITO não agirá para sempre no homem…” (Gên. 6:3), porque o homem se tornara tão mau que DEUS o descreveu assim: “era de continuamente mau todo o desígnio do seu coração” (Gên. 6:5). Esses homens passaram do limite deles mesmos para retornarem ao bom senso, tornaram-se totalmente imprestáveis para o convívio em sociedade. Fisicamente estavam vivos, mas espiritualmente já morreram, ou melhor, se suicidaram.

Nesses caso, esperar pelo quê?

E nós, podemos também ter limites na paciência? Creio que sim. Vamos a umas possibilidades. Seja o caso de uma mulher, que se casa, e sonha em ser feliz. Desde menina ela tem esse sonho, quer ter seu príncipe da vida, e quer fazer alguém feliz, e ela também quer ser feliz. Mas o que acontece? Depois do casamento, o homem de seus sonhos se revela o que realmente é, e essa mulher em vez de ser feliz, apanha do marido. Na igreja ele se mostra como se fosse um bom e fiel crente em JESUS, até faz trabalho pelos outros e prega sobre o amor de DEUS. Mas em casa tudo muda. Os filhos já não o suportam mais, e a coitada da esposa sofre, ano após ano, calada, os seus dias de tortura, de tristeza e de sofrimento. Ela, de sonho de felicidade acorda para se descobrir uma sofredora.

Aí vem a pergunta, uma mulher nessas condições deve ter paciência, suportando o marido até que vá ao túmulo?

Ela deve procurar ajuda, falar com um bom pastor. Deve recorrer a todos os meios para que ele mude de atitude. Deve perseverar, isto é, agir, não só esperar por algo sem fazer nada. Deve tentar tudo, mas tudo mesmo. Porém, se a mudança não ocorrer, ela que se separe dele, e que se liberte da escravidão. E tem mais, que o meta na cadeia, pois é ali o seu lugar.

Essa é uma posição dura demais? Não, não é dura demais, é porque são tantas as mulheres que sofrem caladas (paciência pura, mas sem perseverança) que existem muito mais homens que se acham no direito de abusar das mais belas e sensíveis criaturas que DEUS criou, as mulheres, para que homens as façam felizes, pois assim elas farão felizes a muitos outros. DEUS fez a mulher para que nós, os homens, façamos tudo pela felicidade da esposa que cada um de nós escolheu. E nenhum homem tem o direito de abusar de uma criatura que fisicamente é mais frágil, cujos sentimentos foram concebidos para amar e retribuir amor, nunca para ser objeto de ódio e para retribuir esse tipo de sentimento. E de vez em quando se satisfazer em prazeres sexuais…

Devemos ter paciência por quanto tempo com, por exemplo, pessoas que não pagam as suas contas? Com pessoas que fazem fofocas? Com pessoas que denigrem a imagem de outras pessoas, ou até mesmo da igreja?

Tenhamos muito cuidado em não transforma paciência em impunidade, ou, em  passe livre para que os mal intencionados possam agir sem limites, pois assim incentivamos a má conduta dos que abusam da paciência. Mas acima de tudo, que a tolerância dure até que o bom senso nos diga, afasta-te dela. Ou seja, todos os meios devem ser empregados para que essas pessoas tenham as oportunidades necessárias para mudarem de atitude. Só então se envie o dilúvio para elas. Se não agirmos assim, a maldade toma conta!

 

  1. Quinta-feira: Como desenvolver a paciência (Tiago 1:2-4)

Como se desenvolve a paciência? Precisa ao menos duas outras virtudes que DEUS dá: fé e perseverança. Sim, mas como obter todas elas, fé, perseverança e paciência? Isso é até bem fácil, nos ligando a Ele, JESUS, nosso Salvador. Você acha que JESUS, que veio morrer por nós, que sabe tudo, ao perceber que nós desejamos vencer com Ele, não vai nos dar a paciência de que necessitamos para suportar as provações que devemos enfrentar? É certo que Ele desenvolverá paciência em nós, assim como outras virtudes de bons cristãos.

E precisaremos de muita paciência para o desfecho final. Vamos ilustrar com o cenário final, bem resumido. Satanás age por meio de 4 estratégias. Veja isto no livro “Testemunhos para ministros e obreiros evangélicos”, capítulo 66. As 4 estratégias são:

1) introdução de mundanismo na igreja;

2) condições de opressão;

3) decreto dominical;

4) decreto de morte (esse já no tempo das pragas)

Satanás deseja que a igreja não cumpra o seu mandato recebido de JESUS. Para esse fim, ele vem se esforçando para que a igreja não trabalhe. Nada melhor que a igreja fique morna, e para assim ser, a melhor estratégia é a introdução de mundanismo.

Mas essa estratégia não dando certo, então junto com a mornidão vem a opressão, e já estamos entrando nessa fase. A opressão virá quando a igreja se levantar para concluir a obra, quando membros nela se reavivarem para pregar com determinação a vinda de JESUS a esse mundo. Isso aliás já se começou a fazer, portanto, o contra-ataque de satanás também já se desencadeou, por meio da opressão. Essa opressão é muito sutil. Por um lado, os membros da igreja serão postos em situações que dificultem muito a sua vida se permanecerem fiéis. Por outro lado, o inimigo introduz agentes seus na igreja. Esses agentes tem a função de simular o derramamento do ESPIRITO SANTO, principalmente por meio de muito barulho, gritos e música barulhenta. É o falso derramamento do ESÍRITO SANTO paralelo ao verdadeiro, e tem a função desesperada de satanás de anular a preparação da igreja para a conclusão da obra nessa Terra. É preciso muita perseverança para passar por esse tempo, pois as manifestações desses agentes são intensos e muito bem recebidos por parte de muitos líderes superiores da obra, mas não de todos. É uma divisão na igreja pré-sacudidura. Nesse tempo, poderosos e muito bem qualificados pastores, verdadeiros agentes do poder de DEUS se levantarão para manter a igreja nos trilhos. Na verdade não serão eles a realizar essa tarefa, semelhante a dos antigos profetas, mas eles serão instrumentos de DEUS.

Pois bem, nesse conflito de inimigos externos e internos, a igreja continuará crescendo em poder, pois isto está profetizado, e portanto, vai se tornar realidade. A igreja crescerá em poder do ESPÍRITO SANTO o que atrairá a ira de seus inimigos. Os inimigos externos criarão leis cada vez mais opressoras contra o povo de DEUS, emitindo por fim, o decreto dominical. Esse decreto tem por finalidade tirar o sustento e as garantias constitucionais dos pregadores e os que ensinam a verdade. Nesse tempo, aqueles inimigos internos, não suportando a pressão da situação da igreja, se desligarão dela, unindo-se aos externos para combatê-la, e se tornarão nos seus mais ferozes inimigos. O joio saiu pela sacudidura, o joio não tem nem paciência, nem a doutrina da verdade; tem sim o falso reavivamento, que não é algo de dentro da igreja, mas de fora.

Concluída a obra da pregação do anjo de Apoc. 18:4, o anjo do alto clamor, JESUS sai do lugar santíssimo, e proclama ao Universo que o seus filhos fiéis concluíram a obra nessa Terra. E fecha-se a porta da graça, começam a cair as pragas. Nesse tempo, os iníquos, agora fortemente aliados aos antigos inimigos internos da igreja, emitirão outro decreto, o último, que determina uma data para que sejam mortos todos os guardadores do sábado. Mas nenhum será morto.

Haja paciência e perseverança para passar por essas provações, não é mesmo? Pois aqui vão algumas dicas positivas para fortalecer essa paciência:

ð     Dessa vez a perseguição é a última, não haverá mais outra;

ð     Ela não durará muito tempo, por exemplo, 1.260 anos, mas será uma questão de meses;

ð     Depois dela, vamos para a Nova Terra;

ð     Durante a perseguição, concluiremos a obra, que se chama Alto Clamor;

ð     Nosso alimento, pão e água, não faltará (ver Isa. 33:16);

ð     Dessa vez, quem vai passar mal mesmo serão os iníquos, pois eles passarão por fome, pestes e todo tipo de desgraça, além de estarem perdidos e de sentirem essa sensação angustiante;

ð     Nossa angústia maior, equivalente a de Jacó, durará, provavelmente, uns 15 dias, não é tanto tempo (ver sobre isso Apoc. 16:12 a 16; 17:12 (atente para uma hora de duração do império de satanás para fazer guerra contra o povo de DEUS), 13 e 14);

ð     Mas dessa vez, a última batalha (Armagedon, que termina depois do milênio), o povo de DEUS não será outra vez subjugado por longo tempo, dessa vez ele sairá vitorioso na própria batalha, e será levado para a vida eterna.

Portanto, podemos dizer, mais um pouco de paciência, mais um pouco de perseverança. A provação final será muito dura (notícia ruim) mas durará pouco tempo (notícia boa), será a última (notícia boa), e com ela virá a vitória definitiva (notícia ótima) pois dessa vez JESUS vai voltar (notícia excelente).

Não é de se perder a paciência exatamente agora. Faça a sua entrega diária, leia a sua Bíblia todos os dias, reforme em sua vida o que não estiver de acordo com a cidadania celeste e reaviva aquilo que está certo em sua vida. Espere a volta de JESUS trabalhando pelas pessoas para serem salvas, assim o tempo passa mais rápido além do preparo ser mais consistente. Mais um pouco de tempo, e JESUS volta, isso é certo!

 

  1. Aplicação do estudo Sexta-feira, dia da preparação para o santo sábado:

DEUS é o ser mais paciente do Universo. Ele não é uma criatura, ele não surgiu, sempre existiu. Ele é totalmente movido pelo amor, e quem ama, evidentemente é paciente. Mas DEUS coloca limites a Sua paciência, e esses limites se situam nos seres por Ele criados. Quando a criatura passa do limite do tolerável, DEUS corta a Sua paciência, e elimina esse ser criado. Até chegar a esse ponto, Ele espera, mesmo que deva esperar por milhares de anos. Esse é um ponto muito importante que precisamos entender melhor.

O modo de DEUS Se relacionar com criaturas é perfeitamente adequado a condições de perfeição. Nessas condições todos os seres se amam. Num lugar assim, a paciência de DEUS tem bem outra contrapartida por parte das criaturas se comparado a este nosso mundo. Ali as criaturas se afeiçoam a seu DEUS, se apegam a Ele, o amam intensamente, e tem imenso desejo de fazer a vontade d’Ele. Agora entenda o seguinte: em tais condições a paciência é algo natural, não para esperar por alguma coisa, mas para servir de atitude para a excelência no relacionamento entre seres inteligentes. Ali todos são pacientes ao natural, todos se harmonizam sem jamais terem que perdoar, pois nunca se ofendem.

Vamos aprofundar o entendimento sobre a paciência de DEUS, e das criaturas na perfeição. A paciência num lugar assim faz parte das condições da perfeição. Ali ninguém se apressa, ninguém fica agitado, ou fica nervoso, ou precisa cumprir agenda ou correr atrás de metas. Ali não se é cobrado para pagar contas, nem se deve pedir empréstimos. Ali as pessoas são totalmente movidas pelo amor, elas agem sempre pacientemente, assim como também DEUS age o tempo todo. É um lugar onde todos são calmos, e a paciência não serve para esperar pelo arrependimento de alguém, mas ela se trata de um estilo de vida natural e corriqueiro. Veja que na perfeição a paciência tem outra função, ela é o modo de viver. Aqui na Terra a paciência tem a função de suportar a passagem do tempo para ver se algo muda para melhor, até que tudo se resolva. É diferente!

Então, aqui na Terra, como é vista a paciência de DEUS? É vista como alguém tolerante, que não se importa muito com o que as criaturas fazem. As criaturas, pelo fato de DEUS não castigar de imediato, O vêem como alguém que perdoa sem a necessidade de arrependimento, pois dizem, “Ele é bom, Ele ama”. Faça o que quiser, que DEUS perdoa sempre, afinal, Ele é amor. A paciência de DEUS é confundida com tolerância, com impunidade. Assim muitos há que abusam dessa paciência, e por esse comportamento, eles mesmos se afastam cada vez mais de DEUS, e vão se aproximando de um ponto em que, de tão distantes do amor de DEUS, não sentem mais desejo algum de serem salvas. Nesse ponto não há nada mais o que fazer por tais pessoas, elas, imaginando que DEUS jamais castiga, se inabilitaram para serem transformadas. Nesse ponto DEUS decide interromper a Sua paciência pois ela se tornou inútil. Mas até aí Ele espera.

A paciência de DEUS aqui na Terra, serve, como diria Darwin (mal comparando), como um processo de seleção natural, ou seja, cada um ao longo de sua vida decide como aproveitar dessa paciência. Aos poucos, cada ser humano se aproxima ou se distancia do Criador e do Salvador. Os que vão se aproximando, sentem cada vez maior a atração d’Ele, mas os que vão se distanciando, sentem atração pelo mundo, e vão desprezando o amor de DEUS. Desse modo, cada pessoa decide o seu próprio futuro, se pela vida eterna, se pela morte eterna. DEUS, em Sua paciência, simplesmente se reserva a atender a vontade e escolha de cada ser humano. Isso á não apenas paciência, mas também justiça perfeita. Ou por outras palavras, seja feita a vontade de cada um, muito embora a vontade de DEUS seja que todos se salvem. Mas, Ele respeita a vontade de Suas criaturas se elas preferem o mundo e sua curta existência, ou se preferem a vida eterna que Ele oferece. São as pessoas que se selecionam, DEUS apenas atende aos desejos de cada um. Mas Ele não é só paciente em esperar. Ele é também perseverante em ensinar, para que a decisão seja consciente, assim no final ninguém poderá dizer: mas eu não sabia!

 

 

escrito entre:   21/12/2009 a 20/11/009

revisado em   2011/2009

 

 

Declaração do professor Sikberto R. Marks

O Prof. Sikberto Renaldo Marks orienta-se pelos princípios denominacionais da Igreja Adventista do Sétimo Dia e suas instituições oficiais, crê na condução por parte de CRISTO como o comandante superior da igreja e de Seus servos aqui na Terra. Discorda de todas as publicações, pela internet ou por outros meios, que denigrem a imagem da igreja da Bíblia e em nada contribuem para que pessoas sejam estimuladas ao caminho da salvação. O professor ratifica a sua fé na integralidade da Bíblia como a Palavra de DEUS, e no Espírito de Profecia como um conjunto de orientações seguras à compreensão da vontade de DEUS apresentada por elas. E aceita também a superioridade da Bíblia como a verdade de DEUS e texto acima de todos os demais escritos sobre assuntos religiosos.

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Lição 5 – Paciência

Publicado em 26 January 2010 by Sâmela Carvalho

Lição5
23 a 30 de janeiro

Paciência

Lição 512010


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Êx 18–20

 

VERSO PARA MEMORIZAR: “Vocês precisam ter paciência para poder fazer a vontade de Deus e receber o que Ele promete” (Hebreus 10:36 NTLH)

Leituras para esta semana: Gn 6:3; Êx 34:6; Mc 4:26-29; Rm 15:5; Ef 4:1, 2; Tg 1:2-4

No grego, duas palavras expressam o significado de paciência, outro fruto do Espírito. O primeiro é hupomone, traduzida como resistência, firmeza e fortaleza em circunstâncias irreversíveis. A segunda palavra, makrothumia, significa ter espírito “paciencioso” ou “que não perde o ânimo”. É o oposto do temperamento irritado, impaciente e que se frustra facilmente. Em geral, significa apegar-se às coisas e não ser extraviado pela adversidade. Normalmente, a palavra é aplicada a ter paciência com as pessoas.

Uma pessoa paciente é meiga, gentil e constante em todas as circunstâncias. O verdadeiro teste de paciência não é a espera mas a maneira de se comportar enquanto espera. “Tenha, porém, a paciência a sua obra perfeita, para que sejais perfeitos e completos, sem faltar em coisa alguma” (Tg 1:4, RC).

Alcançar esse ponto na vida requer prática, aliada à graça de Deus e a disposição de pôr de lado o eu e submeter-se aos ditames do Espírito Santo. As boas-novas são que, se aprendermos a paciência, estaremos em posição de receber muitas outras bênçãos de Deus.


Domingo

Ano Bíblico: Êx 21–23

Paciência é atributo de Deus (Êx 34:6)

“E passando o Senhor por diante dele, clamou: Senhor, Senhor Deus compassivo, clemente e longânimo e grande em misericórdia e fidelidade” (Êx 34:6)

Uma das muitas histórias da Bíblia que ilustram a paciência de Deus foi Seu trato com Nínive. O profeta Jonas reconheceu a paciência de Deus: “Ah! Senhor! Não foi isso o que eu disse, estando ainda na minha terra? Por isso, me adiantei, fugindo para Társis, pois sabia que és Deus clemente, e misericordioso, e tardio em irar-Se, e grande em benignidade, e que Te arrependes do mal”(Jn 4:2).

Note algumas das outras qualidades com que a paciência é combinada em Êxodo 34:6. A graça, a misericórdia, a clemência, a bondade e a verdade protegem e sustentam até os pecadores mais endurecidos a fim de lhes dar o máximo de tempo e vantagem para mudar de vida. Se Deus removesse as pessoas tão depressa e frequentemente quanto nós fazemos, todos estaríamos mortos.

1. Por que Deus é paciente com os pecadores? (2Pe 3:8, 9). Como você vê a realidade dessa verdade manifesta em você mesmo ou em outros?

Se alguém lhe perguntasse como você vê Deus, como O descreveria? Isto é esclarecedor, porque a imagem que o cristão tem sobre Deus define sua visão de mundo e maneira de tratar os outros. Se vemos Deus como alguém zangado e prestes a castigar, como provavelmente trataríamos os outros na igreja e em casa?

2. Como podemos aprender a fazer o que o Senhor nos ordena a fazer em Romanos 15:5?


Segunda

Ano Bíblico: Êx 24–27

Paciência exigida (Ef 4:1, 2)

3. Leia Efésios 4:1, 2. Veja os elementos que Paulo apresenta para aqueles que devem caminhar “de maneira digna” do Senhor. Entre eles está a paciência (NVI). Como a paciência está relacionada com os outros atributos apresentados? Isto é, como se alimentam mutuamente?

A igreja é uma mistura de pessoas de várias origens e culturas. Também inclui pessoas que estão em diferentes degraus na escada da maturidade. A paciência é necessária para viver bem onde existem tantas diferenças. Para os que são maduros, é uma tentação ser impacientes para com os mais imaturos. Apesar de haverem levado anos para chegar a seu presente nível de conhecimento, frequentemente os amadurecidos estão pouco dispostos a dar aos imaturos a mesma quantidade de tempo e estudo para alcançar seu nível de conhecimento e entendimento.

4. Qual é o conselho de Paulo sobre a maneira de lidarmos com os fracos na fé? Rm 14:1; 15:1

A paciência na igreja é uma coisa. Mas que dizer da paciência em casa? O que nos deixa impacientes com os outros membros da família? Quanto tempo devemos orar pelos membros da família que estão fora da fé? Você conhece alguém que orou por algum familiar por muitos anos antes que a pessoa desse o coração ao Senhor? De que modos práticos podemos aprender a cultivar paciência com os familiares? Por que a morte para o eu é tão importante também nesse assunto?

Provavelmente, se pudermos ser pacientes em casa, com os que estão sempre junto de nós, seremos pacientes também com os outros.

Como o Senhor tem sido paciente com você? Como essa realidade pode ajudá-lo a mostrar paciência pelos outros? Se o Senhor o tratasse da mesma forma como você trata os outros, qual acha você que seria seu destino?

Terça

Ano Bíblico: Êx 28, 29

Paciência no Evangelho (2Tm 4:2)

A pregação e ensino do evangelho é uma das áreas mais difíceis para se exercitar a paciência. A maioria é muito impaciente com as pessoas que não conhecem a verdade ou que não parecem se importar com isso. Mas, em um mundo cheio de falsas doutrinas e preconceitos contra a verdade, devemos ser pacientes na missão de levar as pessoas a Cristo. É muito fácil balançar a cabeça e dizer: “Por que eles não entendem? A verdade é tão clara!”

A verdade sempre é clara para quem não a está vendo pelos óculos manchados por doutrinas falsas, tradição, família, e assim por diante. Devemos ser pacientes quando procuramos abrir as mentes e desatar os nós do preconceito e dos ensinos falsos que os ligam ao erro e à tradição.

5. Que lições práticas sobre a paciência na área de conduzir as pessoas a Cristo encontramos na parábola da semente? Mc 4:26-29

Somos propensos a pensar que quando alguém estuda uma doutrina bíblica e não a aceita imediatamente, isso deve significar que a pessoa rejeitou a verdade. No entanto, nem sempre é assim. O fato é que a conversão pode ser um processo longo e complicado que, em alguns casos, pode levar anos. Embora muitos de nós estejamos ansiosos por ver logo o fruto de nossos trabalhos, isso nem sempre acontece. O importante é que, em nosso zelo, não podemos nos tornar um empecilho a alguém; isto é, não devemos pressionar tanto até que a pessoa se torne resistente. Ainda mais, nunca devemos condenar ou julgar aquele que não assume um compromisso com as verdades que amamos tão profundamente no tempo preciso em que achamos que a pessoa deveria fazer. Seu trabalho, seu esforço pela pessoa, pode muito bem ser um passo importante em um processo que pode não produzir fruto por anos. Você não sabe. O mais importante é não arruinar tudo condenando ou sendo crítico.

Que lição importante se acha em 1 Samuel 16:7 e que devemos sempre ter em mente?

Quarta

Ano Bíblico: Êx 30, 31

A paciência tem seus limites (Gn 6:3)

Não existe maior demonstração de paciência do que a revelada por Deus para com a humanidade. Mas devemos entender que até a paciência de Deus tem seus limites.

A paciência de Deus durou 120 anos nos dias de Noé enquanto a arca estava sendo construída (1Pe 3:20). Mas chegou o tempo em que a obstinação do povo exauriu a paciência de Deus, e Ele destruiu a Terra com um dilúvio.

6. Que princípio importante foi declarado pelo Senhor a respeito dos antediluvianos? Gn 6:3

7. Nos casos de Sodoma e Gomorra, Israel no deserto e no cativeiro babilônico, que atitudes do povo provocaram as consequências que o povo sofreu? Dt 31:27; Sl 95:8; Jr 17:23

Pode-se argumentar que, visto como Deus perdeu a paciência, isso nos dá a permissão de fazer o mesmo. Mas quando estudamos a história da longanimidade de Deus, fica evidente que Sua paciência não foi por um dia, uma semana nem mesmo por um ano. Frequentemente, passaram gerações antes que Sua paciência se esgotasse, o que, evidentemente, não é uma alternativa para nós.

Existe algum ponto em que nossa paciência pode legitimamente se esgotar quando lidamos com pessoas em uma situação difícil? Depende do que significa isso. Podemos decidir que determinada situação já teve sua oportunidade e concluímos que precisa acabar. Mas isso não é a mesma coisa que ser crítico, sem amor ou cruel nesse processo. Pode ser tempo de agir, mas essa ação nunca deve estar em desarmonia com os princípios de generosidade, amor e cuidado.

Pense em situações em que sua paciência se esgotou legitimamente e ilegitimamente. Qual foi a diferença entre as duas? O que você aprendeu dessas experiências? Se tivesse que repeti-las, o que você faria diferente?

Quinta

Ano Bíblico: Êx 32, 33

Como desenvolver a paciência (Tg 1:2–4)

“Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações, pois vocês sabem que a prova da sua fé produz perseverança. E a perseverança deve ter ação completa, a fim de que vocês sejam maduros e íntegros, sem lhes faltar coisa alguma” (Tg 1:2-4, NVI).

8. Qual foi sua experiência com a realidade desses versos? O que você aprendeu das várias provações que enfrentou e, no fim, o tornaram uma pessoa melhor, que reflete melhor o caráter de Jesus?

A palavra grega para provações, às vezes traduzida como tentações, é peirazo, que tem o significado mais amplo de provar ou testar. O diabo nos tenta a fazer o mal. As provas e tentações que Deus permite intervenham em nossa vida têm a finalidade de desenvolver nosso caráter.

“As provações da vida são obreiras de Deus para remover de nosso caráter impurezas e arestas. O processo de cortar, desbastar, aparelhar, lustrar e polir é penoso; é difícil ser pressionado sob a ação da pedra de polimento. Mas, depois, a pedra é apresentada pronta para ocupar seu lugar no templo celestial. O Mestre não efetua trabalho assim cuidadoso e completo com material imprestável. Só as Suas pedras preciosas são polidas, como colunas de um palácio” (Ellen G. White, O Maior Discurso de Cristo, p. 10).

Mas isso não significa que toda provação vem da providência de Deus. Frequentemente, trazemos o sofrimento a nós mesmos pela desobediência; com frequência, também, as provas e sofrimentos não passam de resultados do que significa viver em um mundo caído, pecador, em que temos um inimigo que nos odeia (1Pe 5:8). Porém, significa que pela submissão completa de nós mesmos ao Senhor, apegando-nos a Ele em fé e obediência, não importa o que passemos, podemos sair melhores ou mais refinados, se permitirmos que Deus trabalhe em nós. Ninguém disse que será divertido. Frequentemente, a vida aqui não é divertida, mas recebemos a maravilhosa promessa: “Estou plenamente certo de que aquele que começou boa obra em vós há de completá-la até o dia de Cristo Jesus” (Fp 1:6).


Sexta

Ano Bíblico: Êx 34–36

Estudo adicional

“Em Seu trato com a humanidade, Deus suporta longamente o impenitente. Ele usa Seus agentes designados para chamar homens à submissão, e lhes oferece pleno perdão, caso se arrependam. Mas, por ser Deus paciente, as pessoas abusam de Sua misericórdia. ‘Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal’ (Ec 8:11). A paciência e a longanimidade de Deus, que deveriam suavizar e subjugar a vontade, têm uma influência totalmente diferente sobre os descuidados e pecadores. Leva-os a abandonar as restrições e os fortalece na resistência. Pensam que o Deus que tanto suportou por eles não dará atenção à sua perversidade. Se vivêssemos em uma época de retribuição imediata, as ofensas contra Deus não aconteceriam tão frequentemente. Mas, embora tarde, o castigo não deixa de ser inevitável. Existem limites até para a paciência de Deus. O limite de Sua paciência pode ser ultrapassado, e Ele certamente punirá os obstinados. E quando começar a estudar o caso dos pecadores presunçosos, Ele não o interromperá até que esteja concluído” (Ellen G. White, The SDA Bible Commentary, p. 1.166).

Perguntas para consideração

1. Dizer que Deus é paciente não é o mesmo que dizer que Ele é tolerante. Qual é a diferença entre paciência e tolerância, e por que é fácil confundir as duas?
2. Como a vida de Cristo revela o verdadeiro significado da paciência? Que exemplos poderosos de paciência Ele nos deu? Que exemplos Ele deu em que a paciência não era apropriada?
3. Pense mais na questão das provações e caráter. Certo, as provações podem aperfeiçoar nosso caráter em muitos casos. Ao mesmo tempo, o que acontece quando as provações deixam as pessoas amarguradas, as afastam de Deus, e as tornam céticas e duvidosas? Você já viu isso acontecer a alguém? Nesse caso, o que você pode aprender dessa experiência?
4. Existe alguém com quem você precisa se desculpar pela falta de paciência? Por que não se humilhar e pedir desculpas e fazer o que mais seja necessário para endireitar as coisas? Não é isso que significa ser cristão?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: Porque Ele nos ama e não quer nos ver perecer.
Pergunta 2: Pelo poder do Espírito Santo.
Pergunta 3: Humildade, mansidão, longanimidade, tolerância.
Pergunta 4: Acolhendo-os, suportando-os, até que cresçam na fé.
Pergunta 5: Existe um intervalo entre a semeadura e a colheita, que requer extrema paciência.
Pergunta 6: A paciência de Deus tem limite: a indisposição do ser humano para receber o dom da salvação.
Pergunta 7: Rebelião, endurecimento, falta de atendimento.
Pergunta 8: Resposta pessoal.

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Lição 4 – Paz

Publicado em 20 January 2010 by Sâmela Carvalho

Lição 4
16 a 23 de janeiro

Paz

Lição 412010


Sábado à tarde

Ano Bíblico: Gn 48–50

 

VERSO PARA MEMORIZAR: “Deixo-lhes a paz; a Minha paz lhes dou. Não a dou como o mundo a dá. Não se perturbe o seu coração, nem tenham medo” (João 14:27, NVI).

Leituras para esta semana: Mt 8:23-27; 11:28, 29; Rm 5:1-11; 12:9-21; Hb 12:14; Cl 3:13-15

Paulo, o campeão da paz, escreveu: “Façam todo o esforço para conservar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Ef 4:3, NVI). A palavra grega traduzida por “façam todo o esforço” é um verbo no imperativo, excluindo qualquer passividade, qualquer atitude “esperar para ver”. Devemos ser proativos. Se brigamos em casa, se nos dividimos em facções na igreja, se nos recusamos a amar e honrar os outros, este é um indício de que negamos a paz de Deus em Jesus Cristo, que Ele estabeleceu na cruz.

Como é estranho que tenhamos que lutar pela paz! Eleanor Roosevelt, em um programa radiofônico da Voz da América, disse: “Não é suficiente falar sobre a paz; precisamos crer nela. Não é suficiente crer nela; precisamos trabalhar por ela”. A paz que Cristo obteve para nós também requer esforço, trabalho árduo e constante exame próprio.

Ao fazermos nosso estudo, nesta semana, devemos perguntar a nós mesmos: Tenho me valido da paz que Jesus obteve para mim na cruz? Como posso cooperar com o Espírito Santo na tarefa de imprimir essa paz em minha vida?


Domingo

Ano Bíblico: Êx 1–4

Paz com Deus (Rm 5:1)

“Justificados, pois, mediante a fé, temos paz com Deus por meio de nosso Senhor Jesus Cristo” (Rm 5:1).

Ter paz com Deus é mais que sentir-se à vontade em Sua presença. Significa que nós, que no passado éramos “separados de Deus e… inimigos por causa do [nosso] mau procedimento” (Cl 1:21, NVI), fomos reconciliados e restaurados à comunhão com Deus. No passado, estávamos em guerra contra Deus, mas, por Sua morte na cruz, Jesus tornou possível cessar as hostilidades e ser amigos de Deus, e não Seus inimigos.

Em certo sentido, essa paz não é algo em que crescemos, como se começássemos só com um pouquinho de paz. Ao contrário, somos reconciliados com Deus, de uma vez por todas, pela cruz de Cristo. É um fato consumado. Mas existe outro sentido em que crescemos na paz com Deus. Quanto mais claramente vemos os caminhos de Deus e andamos com Ele, mais nos apropriamos de Seu poder para viver como Seus filhos e filhas. Neste sentido, a paz com Deus é realmente um fruto do Espírito. Ao crescermos para a maturidade como filhos de Deus, experimentamos cada vez mais as bênçãos e benefícios de viver em Seu reino até que possamos dizer: “Grande paz têm os que amam a Tua lei; para eles não há tropeço” (Sl 119:165).

Colossenses 1:20-22 revela que não foi o pecado que fez com que Deus fosse misericordioso e perdoador; ao contrário, revelou que Ele era assim desde a eternidade. O plano de salvação demonstrou que, desde o início, Deus nos amava e estava disposto a perdoar.

1. Qual é a relação entre a justificação pela fé e a paz? Como é possível ter paz sob tribulações? Rm 5:1-11

Pense mais nessa ideia de que só pelo que Jesus fez, por causa de Sua vida perfeita atribuída a você pela fé, você pode ser perdoado e aceito diante de Deus, não importando seu passado. Por que esse ensino é tão importante para conhecermos a verdadeira paz?

Segunda

Ano Bíblico: Êx 5–8

Encontrando paz – I (Mt 11:28, 29)

Em uma escala de 1 a 10 (1 é muito pacífica, 10 é muito ansiosa), que nota você daria à sua vida? As pessoas estão cada vez mais frustradas na busca da paz pessoal. Em Mateus 11:28, 29, Jesus faz um convite. Embora não use a palavra paz, Ele usa uma palavra que significa descanso, refrigério, dar descanso a si mesmo.

2. Leia os versos a seguir: “Vinde a Mim, todos os que estais cansados e sobrecarregados, e Eu vos aliviarei. Tomai sobre vós o Meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração; e achareis descanso para a vossa alma” (Mt 11:28, 29). O que Jesus está nos dizendo aqui? Como podemos experimentar por nós mesmos a realidade dessa promessa maravilhosa?

Pelo que Jesus está dizendo nesses versos, Ele está propondo nos dar a paz como um presente, ou quer nos mostrar como obtê-la? Jesus não está ensinando que a paz pessoal é resultado de alguma causa e nos convidando a aprender dEle qual é essa causa?

“É o amor de si mesmo que traz desassossego. … Os que se apegam à palavra de Cristo, e se entregam à Sua guarda e a Seu dispor, encontrarão paz e sossego. Coisa alguma no mundo os pode entristecer, quando Jesus os alegra com Sua presença. Na perfeita conformidade há descanso perfeito. O Senhor diz: ‘Tu conservarás em paz aquele cuja mente está firme em Ti; porque ele confia em Ti’” (Is 26:3; Ellen G. White, O Desejado de Todas as Nações, p. 330, 331).


Terça

Ano Bíblico: Êx 9–11

Encontrando paz: II (Jo 14:27)

Conta-se a história de dois pintores. Cada um pintou um quadro para ilustrar seu conceito de descanso. O primeiro escolheu para sua cena um lago sereno, calmo entre as montanhas ao longe. O segundo pintou um cachoeira trovejante com uma frágil árvore curvada sobre a espuma; na forquilha de um galho, quase molhado pelos respingos da catarata, um pequeno pássaro sobre o ninho.

Quem retratou melhor a essência do descanso? Não é frequentemente neste mundo de tumulto que achamos o descanso de um lago solitário nas montanhas. Com mais frequência, encontramos descanso em meio ao tumulto da vida real.

3. Leia um exemplo de paz em meio ao tumulto. Mt 8:23-27. Como é possível dormir numa situação dessas? Qual era o segredo de Jesus? (Veja também Mc 4:35-41; Lc 8:22-25.)

Por que Jesus Se preocupou para que Seus discípulos tivessem paz? Jesus nos deixou uma bela promessa sobre a paz: “Deixo-vos a paz, a Minha paz vos dou; não vo-la dou como a dá o mundo” (Jo 14:27). Como a paz que o mundo está tentando dar contrasta com a paz que Jesus oferece?

Uma coisa não devemos fazer: comparar a paz com uma vida sem problemas. É raro haver alguém, até mesmo o cristão mais fiel, que passa pela vida sem provas, dor e sofrimento. Realmente, parece que alguns têm mais que seu quinhão de sofrimentos. Mas a paz tem mais que ver com a maneira de enfrentarmos essas situações do que com as situações em si. A paz tem que ver com a confiança mais profunda em um Deus amoroso e atencioso que sabe o que estamos passando e que prometeu não nos abandonar, não importa o que aconteça.

Com que coisas você fica mais chateado? Fale com Deus sobre seus temores mais profundos. Chame-os pelo nome. Peça que o Senhor o ajude a identificar seu medo. Então, tome tempo para permitir que Ele comece a falar suavemente de paz sobre esses temores.

Quarta

Ano Bíblico: Êx12, 13

Paz no lar (Hb 12:14)

“Esforcem-se para viver em paz com todos e para serem santos; sem santidade ninguém verá o Senhor” (Hb 12:14, NVI). “Façam todo o possível para viver em paz com todos”(Rm 12:18, NVI).

4. Da vida e do exemplo de Jesus, o que podemos aprender para que essas advertências se apliquem à nossa vida? Existe em nossa vida alguma coisa que torna difícil, se não impossível, atender a essas advertências?

Por mais estranho que pareça, o lugar mais difícil de ser cristão é em casa. Que tragédia, pois o lar deveria ser o lugar em todo o mundo em que todos deveríamos ter paz!

Dois jovens soldados estavam em uma batalha no tempo da Guerra do Vietnã. As balas estavam zunindo, e as bombas explodiam perto deles. Tudo isso parecia não perturbar um dos soldados. Quando o amigo lhe perguntou como ele podia ficar tão tranquilo, ele respondeu que aquilo o fazia lembrar-se de casa!

5. Que recomendações de Paulo, se cumpridas, podem ajudar a trazer a paz ao lar? Rm 12:9-21. Faça uma aplicação prática desses conselhos.

Como cristãos, somos chamados a seguir um padrão incrivelmente elevado, aquele apresentado pelo próprio Jesus. Todos nós ficamos aquém dessa meta. Mesmo assim, não significa que não podemos ainda refletir os princípios revelados na vida de Jesus, princípios de amor, abnegação e atitude inflexível em relação com o mal e o pecado.

Imagine como seriam nossos lares se, realmente, refletíssemos esses princípios! Imagine como seria se aprendêssemos a pensar nos outros antes de nós mesmos; imagine se mostrássemos amor incondicional aos outros, mesmo quando não merecessem. Imagine se perdoássemos aqueles que nos ofendem. Imagine se tivéssemos tanta preocupação com o bem-estar dos outros como temos com nós mesmos. Embora o cumprimento desses princípios não resolvesse todos os nossos problemas familiares, sem dúvida, ajudariam muito!

Quinta

Ano Bíblico: Êx 14, 15

Paz na igreja (Mt 5:23, 24)

“Portanto, se você estiver apresentando sua oferta diante do altar e ali se lembrar de que seu irmão tem algo contra você, deixe sua oferta ali, diante do altar, e vá primeiro reconciliar-se com seu irmão; depois volte e apresente sua oferta” (Mt 5:23, 24, NVI).

6. Que princípio básico Jesus ensinou com as palavras acima? Por que é tão difícil cumprir esse princípio em nossa vida?

É evidente que Jesus leva mais a sério nossas relações mútuas do que nós. Não é difícil que, por anos, exista amargura e ressentimento entre os membros de uma igreja. Imagine como seriam diferentes as coisas se todos seguíssemos esse ensino.

7. Qual é uma das características dos filhos de Deus? Mt 5:9. O que significa ser “pacificador”?

8. De acordo com Colossenses 3:13-15, de que três maneiras devemos nos relacionar com os outros membros da igreja? Que significam essas recomendações?

Note o fluxo das graças cristãs em Tiago 3:17: “A sabedoria, porém, lá do alto é, primeiramente, pura; depois, pacífica, indulgente, tratável, plena de misericórdia e de bons frutos, imparcial, sem fingimento”. Como seriam as igrejas se permitíssemos que o Espírito Santo alimentasse essas qualidades em nossa comunhão? Que coisas estariam notoriamente ausentes?

Pense na última vez em que você teve problemas com outro membro da igreja. Você seguiu as palavras de Cristo em Mateus 5? O mais provável é que você não tenha seguido (certo?). Analise seus motivos para escolher o “caminho fácil”, mundano e não o caminho que teria exigido humildade e abnegação. Como você pode fazer o que Jesus nos recomenda nessas situações?

Sexta

Ano Bíblico: Êx. 16, 17

Estudo adicional

Leia Sl 4:3; 119:165; Is 26:3; Rm 8:6; Fp 4:7.

“Pouco tempo antes de Sua crucifixão, Cristo havia garantido aos discípulos um legado de paz. ‘Deixo-vos a paz’, disse Ele, ‘a Minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá. Não se turbe o vosso coração, nem se atemorize’ (Jo 14:27). Essa paz não é a que se obtém mediante a conformação com o mundo. Cristo jamais comprou a paz condescendendo com o mal. A paz que Cristo deixou a Seus discípulos é antes interna que externa, e deve sempre permanecer com Suas testemunhas nas lutas e contendas” (Ellen G. White, Atos dos Apóstolos, p. 84).

“A luta pela supremacia revela um espírito que, se acariciado, finalmente afastará do reino do Céu aqueles que o alimentarem. A paz de Cristo não pode habitar na mente e no coração de um obreiro que critica e encontra faltas no outro obreiro, simplesmente porque o outro não pratica os métodos que ele considera melhores, ou porque julga que não está sendo apreciado. O Senhor nunca abençoa aquele que critica e acusa seus irmãos, pois esta é a obra de Satanás” (Ellen G. White, Evangelismo, p. 102).

Perguntas para consideração

1. Quando surgem tensões e discordâncias inevitáveis, como você pode trabalhar em sua igreja para ajudar a manter a paz entre os membros?

2. Que situações comuns em nossa vida diária ameaçam nossa paz? A que promessas da Bíblia podemos apelar quando surgem essas situações?

3. Evidentemente, é sempre fácil falar em confiar no Senhor em qualquer circunstância, e dessa confiança obter paz. E isso é verdade. Ao mesmo tempo, que passos concretos e práticos podemos dar para mudar as circunstâncias que tornam mais difícil a paz? Em outras palavras, com que frequência nossas inquietações e temores poderiam ser resultado das escolhas que fazemos?

Respostas sugestivas:

Pergunta 1: Sendo justificados diante de Deus, cessa a inimizade que antes tínhamos com Ele, e a paz se restabelece mediante a intercessão de Jesus Cristo. Nossas tribulações são exteriores, enquanto a paz é intera: mental, emocional e espiritual.
Pergunta 2: A paz é um dom de Deus aos que O recebem como Salvador e Senhor.
Pergunta 3: Tendo paz com Deus, não importa o que experimentemos, mesmo em caso de vida ou morte, estamos bem porque nossa vida está garantida em Jesus Cristo.
Pergunta 4: A Regra Áurea seria o melhor exemplo da busca da paz com todos. Jesus foi injuriado, espancado, cuspido, mas não abriu a Sua boca.
Pergunta 5: “Amai-vos uns aos outros”; Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer, e assim por diante.
Pergunta 6: Nosso primeiro dever diante daqueles com quem temos diferenças é procurá-los e buscar a paz.
Pergunta 7: Pacificadores. Buscar acalmar as tensões e fazer cessar os conflitos.
Pergunta 8: Suportar-nos, perdoar-nos e amar-nos uns aos outros.

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